Publicidade
Cotidiano
SAÚDE

Campanha Outubro Rosa chama atenção para os cuidados com a saúde feminina

Para chamar atenção para esses altos índices, este mês acontece em todo o país a campanha 'Outubro Rosa', que alerta para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de outras doenças que afetam as mulheres 17/10/2017 às 16:28
Show especi
acritica.com

Em 2017, 60 mil novos casos de câncer de mama serão diagnosticados no Brasil. A previsão é do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O câncer de ovário deve afetar mais 6.150 mulheres em todo o país. Em relação ao câncer de colo de útero, somente o Amazonas deve registrar 600 novos casos até o final deste ano. Para chamar atenção para esses altos índices, este mês acontece em todo o país a campanha “Outubro Rosa”, que alerta para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e de outras doenças que afetam as mulheres.

A médica e diretora da Clínica Vacinar, Amanda Alecrim, ressalta que este é um mês para alertar as mulheres para o cuidado com o próprio corpo. Ela explica que nos três tipos de câncer, o diagnóstico precoce é fundamental. “Quando a descoberta da doença é feita na fase inicial, as chances de cura são muito altas”, enfatizou.

No caso do câncer de mama, a orientação da médica é para que as mulheres façam o autoexame dos seios regularmente e, ao menor sinal de alteração, procurem um médico especialista. “Na maioria dos casos, a doença é descoberta pela própria mulher, que conhece o seu corpo e identifica as alterações”, frisou. Também é importante, segundo ela, a realização de mamografia. Para mulheres a partir dos 40 anos a recomendação é que façam o exame anualmente.

De acordo com o médico Manoel Coelho, que atua na clínica Oncológica Cirurgiões, com o exame de mamografia é possível detectar lesões (tumores) menores que um centímetro. “Na área médica chamamos de tumores impalpáveis. Quando o câncer é descoberto nessa fase, a chance de cura é bastante significativa”, frisou.

Manoel Coelho chama atenção para o fato de que ao longo dos anos os tratamentos contra o câncer de mama têm evoluído bastante. Na área cirúrgica, hoje, as pacientes passam por procedimentos muito menos mutiladores e com a reconstrução da mama. Os tratamentos com quimioterapias causam muito menos efeitos colaterais e conseguem combater o tumor de forma específica. O mesmo acontece com a radioterapia.

Segundo Amanda Alecrim, além da realização do exame de mamografia regularmente, a consulta no médico ginecologista é primordial para o diagnóstico precoce do câncer de ovário. Esse tipo da doença está relacionado principalmente com fatores como idade e histórico familiar. “Apesar de ter uma prevalência mais baixa em comparação com o câncer de mama e de colo de útero, o câncer de ovário é responsável por 140 mil mortes por ano, em todo o mundo. Isso acontece porque a maioria dos casos só é diagnosticada em estágio avançado. Por isso, a necessidade de consultar o ginecologista para rastrear qualquer alteração”, disse.

Em relação ao câncer de colo de útero, doença em que o Amazonas aparece com o maior número de casos no país, Amanda Alecrim destaca que a prevenção é feita com vacina contra o vírus HPV (Papilomavírus humano). O HPV é uma doença sexualmente transmissível, com mais de 100 tipos diferentes de infecção. Entre as mais graves formas de manifestação, pode causar o câncer de colo de útero. A vacina previne contra o vírus, em 90% dos casos e deve ser aplicada preferencialmente antes do início da vida sexual, pois, como ainda não houve contato com o vírus, as chances de proteção são maiores. Isso não significa, entretanto, que a imunização não deva ser feita após o início da vida sexual. “Mesmo as mulheres já tiveram diagnóstico positivo para HPV também devem prevenir-se contra novas infecções e lesões”, alerta Amanda Alecrim.

A vacina é indicada para meninos e meninas, a partir de nove anos. A imunização é feita em três doses. “A recomendação é que a primeira seja aplicada aos nove anos; a segunda após dois meses; e a terceira no intervalo de seis meses”, detalha a médica.  Além da vacinação contra o HPV, é importante praticar outras ações preventivas ao câncer de colo do útero, como a realização do exame de Papanicolau e o uso de camisinha em todas as relações sexuais.

*Com informações da assessoria de comunicação.