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Caneta Falante vai facilitar a vida dos deficientes visuais

Após a conclusão do projeto, a caneta com o software de identificação de notas estará à disposição para o público em todo o territorio nacional, pelo valor estimado de R$ 99, cada. 10/09/2012 às 20:45
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A codificação funcionará como um códigos de barras invisível
acritica.com* Manaus

Uma das maiores dificuldades encontradas pelos deficientes visuais é identificar os valores nas cédulas de dinheiro. Buscando solucionar o problema, pesquisadores amazonenses estão propondo o lançamento de uma 'Caneta Falante Pentop', que além de facilitar o manuseio de dinheiro, vai  facilitar o acesso à educação, informação, lazer, entre outras tarefas do dia a dia dos deficientes.

A proposta da caneta foi apresentada pelos inventores: Danielle Castro de Albuquerque e Marivaldo Albuquerque.  De acordo com Danielle, o projeto tem por objetivo resolver o problema da identificação de cédulas de dinheiro para as pessoas com deficiência visual. "Pretendemos desenvolver uma codificação para ser aplicada a cada cédula de dinheiro no momento de sua produção e que será reconhecida por uma caneta falante Pentop, que falará ao cego o valor de cada cédula", explicou.

Ainda segundo Danielle, a codificação funcionará como um códigos de barras invisível, impresso em toda a extensão de cada nota. Um software será desenvolvido especialmente para identificar os códigos impressos na nota e falar o valor. Além de identificar notas, o software agregará outros benefícios para o deficiente visual como tocar músicas e reproduzir audiolivros no formato MP3, ler a alfabetização em Braille, auxiliar no ensino de idiomas e nas atividades escolares e dométicas como a identificação de objetos (CDs, livros, DVDs, remédios, roupas, etc).

Marivaldo explica que o projeto está sendo desenvolvido no laboratório da Pentop do Brasil, localizado em Manaus, onde notas sem valor comercial, sao confeccionadas com arte visual própria e codificadas para a sonorização e identificação utilizando as canetas falantes.

Segundo Albuquerque, o processo de desenvolvimento é o mesmo utilizado para os livros, etiquetas e guias turísticos sonorizados já disponíveis no mercado. "Para esta prototipação, produzimos uma quantidade de kits compostos por canetas falantes pentops, notas de dinheiro sem valor e etiquetas sonorizadas, que serão utilizadas pela Biblioteca Braille do Amazonas para a realização de testes, com os associados, assim como a Casa da Moeda", comentou.

Após a conclusão do projeto, a caneta com o software de identificação de notas estará à disposição para o público em todo o territorio nacional, pelo valor estimado de R$ 99, cada.

O projeto 'Dinheiro Falante para Cegos' está entre as oito propostas contempladas no Programa Viver Melhor/Pró-Assistir. Os projetos serão desenvolvidos em quatro linhas temáticas nas áreas de deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física e deficiências múltiplas. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos da ordem de R$ 2,5 milhões, em bolsas.


*Com informações de assessoria