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Canil da Polícia Militar do Amazonas está em situação precária

Segundo denúncia, o canil da Polícia Militar do Amazonas passa por uma série de dificuldades e sofre com a falta de energia há mais de uma semana. Os animais moram em boxes velhos e o local sofre com a ação de ratos 20/08/2012 às 21:44
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Canil da PM em estado precário
Bruno Strahm Manaus

O canil da Polícia Militar do Amazonas está completamente abandonado. A situação do local, que deveria ter uma estrutura adequada para abrigar os cães farejadores, encontra-se em situação precária. A denúncia foi feita por moradores próximo ao canil, localizado no bairro de Petrópolis, Zona Sul de Manaus. 

De acordo com denúncias, o Canil que abriga 22 cães está sem luz  há mais de uma semana por que a caixa distribuidora explodiu. A única energia elétrica que a unidade recebe, vinda de instalações improvisadas, serve somente para fazer a refrigeração dos alojamentos.


Segundo os moradores, quando chega a noite o local é tomado por vários ratos que saem em busca da ração destinada aos cachorros. Os computadores, impressoras e geladeiras do local estão sem uso. E todo local está funcionando de forma improvisada.


Outros Problemas

A falta de luz não é o único problema do Canil, anos de descaso fizeram com que o lugar de degradasse. A sala de armas, por exemplo, não possui qualquer proteção na porta de segurança, tornando fácil a retirada invedida de armamento.

Os boxes – local onde os cães dormem – estão todos quebrados e com as grades enferrujadas. A falta de travas no gradil fez com que um par de cães fugisse do local.

Por falta de medicamento no estoque do canil, são os próprios veterinários que disponibilizam de forma pessoal os remédios necessários aos cães. Outro descaso é que o alojamento feminino se localiza no mesmo espaço onde funciona a clínica, onde os animais são tratados e medicados. 



Posição da Polícia Militar

De acordo com o Major Algenor, que até a última sexta-feira (17) era o comandante da unidade, as denúncias são maliciosas e não condizem com a realidade. Segundo ele, canil está passando por uma reforma completa em toda sua estrutura há mais de um mês. “Seria ótimo se nós pudéssemos tirar todo o pessoal que está lá durante o período de reforma, mas isto não é possível. Logo, é claro que existe algum transtorno causado pelo desconforto da obra”, comentou.


Segundo Algenor, a malha elétrica do lugar está sendo toda trocada, por isso não há energia, e que a instalação da nova rede já está sendo executada. Sobre o problema de ratos, o major reconhece que eles existem, mas que não há uma epidemia deles no canil.

“O que acontece é que estávamos estocando a ração dos cães em um abrigo improvisado, e os ratos iam atrás de comida a noite. Realizamos uma desratização em toda a área. Não posso afirmar com plena certeza que não há mais alguns deles. Mas as medidas foram tomadas”, completou o major.


Ele também nega que o canil está sem estoque adequado de remédios. “O núcleo veterinário da PM funciona na Cavalaria, nossos remédios vem de lá até o fim da reforma na nossa unidade. Eles podem atrasar para chegar por uma razão ou outra, mas não faltam”, diz o oficial.

Devido solicitação da corporação, o Major Algenor foi transferido para o cargo de Relações Públicas da Polícia Militar, o cargo de comandante da unidade do canil ainda está vago. O nome do substituto ainda está sendo estudado pela PM.

*Confira  a galeria das fotos.