Publicidade
Cotidiano
Notícias

Carreira: grandes executivos começaram como estagiários

Como esses estagiários, trainees e temporários conseguiram atingir o posto mais alto na organização em que trabalham? Aprenda com quem já chegou lá 23/03/2013 às 12:49
Show 1
Issao Mizoguchi ingressou na Moto Honda em 1984 como funcionário temporário. De cargo em cargo, tornou-se presidente em 2012
Joubert Lima ---

O que os presidentes da Moto Honda, da White Martins, da KPMG e da Sony Music têm em comum além de comandarem organizações de projeção mundial? Todos eles começaram em suas respectivas empresas como trainees, estagiários ou temporários, conquistaram seu espaço e, de cargo em cargo, chegaram ao topo. Para o CEO da Strategic Advanced Carlos Rosa, o sucesso desses profissionais não é obra do acaso nem pode ser incluído no rol de “coisas da vida”. Em todos os casos citados, atingir o posto mais alto era meta pessoal dos gestores desde o início.

Pedro Melo, presidente da KPMG, por exemplo, decidiu seguir carreira em auditoria aos 15 anos. No segundo ano do curso de Contabilidade, começou a trabalhar no ramo já com planos grandiosos: queria ser um dos sócios da empresa. Como não via essa possibilidade de crescimento na companhia em que atuava, pediu demissão e tentou a sorte na KPMG, onde está há 28 anos.

De 1985 a 1996, passou por diversos cargos até atingir a meta de se tornar sócio. O convite para assumir a presidência veio 13 anos mais tarde, em outubro de 2009.

A trajetória de Melo é parecida com a de Alexandre Schiavo, presidente da Sony Music Brasil. Ambos possuem uma característica que precisa estar presente em quem tem planos de crescer em qualquer carreira, são empreendedores.

Aos 23 anos, quando era estagiário na Sony Music, Schiavo criou uma loja virtual de CDs em CD-Rom antes de existir Internet. Com iniciativas como essa, logo foi efetivado. “Empreendedor não é só quem inicia um negócio. É aquele que, com dinamismo e determinação, torna algo que não existia em uma coisa real. Se aquele convite ao desafio for aceito, o estagiário tem a chance de provar sua competência”, diz Carlos Rosa, ele próprio um ex-estagiário da Coca-Cola que chegou ao posto de gerente financeiro em Manaus.

Três anos depois, Schiavo foi transferido para trabalhar no escritório de Nova York. Tornou-se presidente da operação no Brasil em 1992, exatamente quando a indústria fonográfica começava a viver seu maior desafio: sobreviver à nova realidade da música na Internet. Sob o comando de Schiavo, a Sony deu a volta por cima e conseguiu crescer em um mercado totalmente transformado.

Zona Franca

Em 1984, Issao Mizoguchi, então com 24 anos, era apenas mais um empregado temporário da Honda. Já formado em Engenharia Mecânica, foi efetivado como técnico de qualidade. Seu desempenho excepcional fez com que fosse convidado para assumir um desafio e tanto: criar um departamento de engenharia de produto dentro da fábrica em Manaus. No ano passado, Mizoguchi assumiu a presidência da empresa que o acolhera há 27 anos.

No mesmo ano em que Issao foi admitido como temporário na Honda, o jovem Domingos Bulus ingressava no time de estagiários da White Martins, outra grande empresa com planta em Manaus. Bulus trabalhou nos setores de produção e distribuição, até tornar-se gerente de desenvolvimento de negócios em 1988. Depois disso, foram várias promoções até tornar-se presidente em 2003.