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'Cemitério de Ônibus' é descoberto ao lado de reserva ambiental na Amazônia

Imagens exclusivas do RCCOP mostram uma área usada como estacionamento de coletivos antigos, alguns deles com mais de 12 anos. Carcaças de mais de cem veículos estão abandonadas 07/03/2012 às 08:01
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Imagem aérea mostra os 130 coletivos estacionados em área irregular
Ana Celia Ossame Manaus

Mais de cem carcaças de ônibus da empresa Global, uma das filiais do extinto consórcio Transmanaus, foram localizadas em uma clareira próxima ao Jardim Botânico Adolpho Ducke, no bairro Cidade de Deus, Zona Leste. Acionada pela reportagem, a fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) foi ao local onde autuou o proprietário do terreno, cujo nome não foi divulgado, em 351 Unidades Fiscais do Município (UFM), o equivalente a R$ 24,8 mil por falta de licença para operação e depósito irregular. O órgão municipal determinou ainda que o terreno seja desocupado em 30 dias a contar desta terça-feira (6).

O consórcio Transmanaus comandou o serviço de transporte em Manaus na gestão do ex-prefeito Serafim Correa. Na do atual prefeito, Amazonino Mendes, após licitação, o consórcio trocou de nome, mas continou a operar no sistema.

CARCAÇAS
O diretor de Fiscalização da Semmas, Norberto Magno, contabilizou mais de cem veículos que foram retirados de circulação após a renovação da frota, muitos dos quais apresentando vazamento de óleo.

De acordo com a Semmas, a área está desmatada desde 2007, mas não pode ser usada para esse tipo de depósito, que teria sido alugado há dois meses pela empresa Global, antiga Vitoria Régia.

Quem responderá pelas infrações ao artigos 137, inciso 11, e 138 , inciso 25, do Código Ambiental de Manaus, Lei nº605/2011, será o proprietário do terreno por não ter licença de operação para atividade de depósito de resíduo sólido em local inadequado e sem comprovação de sua degradabilidade, informou a Semmas.

Em nota, a empresa Global informou que os veículos eram usados pela Transmanaus e após o encerramento do contrato, eles ficaram sem uso. A empresa informou não ter uma destinação aos ônibus. O terreno está alugado pelo período de um ano para a empresa.

A Semmas interditou ainda uma fábrica clandestina de tijolos de cimento e queima de resíduos plásticos na mesma região. A fábrica foi autuada também por causar poluição sonora dado o funcionamento de uma  trituradora de resíduos.