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Cotidiano
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Cheia do rio Negro não afasta banhistas de praias no Amazonas

Subida do rio Negro e, consequentemente, o sumiço da praia, não tem sido problema para quem está disposto a se refrescar 23/04/2012 às 08:01
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Pessoas pulam de cabeceira da ponte Rio Negro
Carolina Silva ---

Mesmo com a cheia do rio Negro, os manauenses estão improvisando a diversão dos finais de semana em meio às praias quase inexistentes devido a subida das águas que vem ocorrendo em ritmo acelerado nos últimos dias. Na tarde de ontem, dezenas de banhistas se aglomeravam às margens da cabeceira da ponte Rio Negro, no sentido Iranduba-Manaus. O local, na época da vazante, revela uma grande extensão de praia. Porém, as águas do rio Negro já estão a poucos metros da rodovia. “A gente costumava ir para a Ponta Negra, mas está interditada. E mesmo se estivesse com o acesso liberado, não teria praia pra gente aproveitar um domingo ensolarado desse”, disse o auxiliar de serviços gerais Sérgio Carvalho, 37. Ele e a família moram no bairro da Compensa, Zona Oeste de Manaus, foram a pé para o outro lado da ponte e garantiram a diversão na tarde de domingo, dividindo o pouco espaço com outras famílias. “É a segunda vez que a gente vem pra cá por falta de opção em Manaus.”

Para fugir do calor de quase 35º graus, a dona de casa Hérica Cardoso, 24, também garantiu sombra e água fresca para a família nas margens da rodovia da ponte Rio Negro. “É a primeira vez que a gente vem. Foi a opção mais próxima que encontramos. Como não tem estrutura, o jeito foi trazer a sombrinha para as crianças não ficarem muito tempo expostas ao sol e aproveitar como dá”, comentou.

Embora o local não seja o ideal para os banhistas, seu Domingos Silva, que mora no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba, tem aproveitado o deslocamento das pessoas em direção às margens da ponte para vender picolé. “Ultimamente aqui tem sido movimentado. Sempre tem carros parando e mais gente chegando”, disse. Mas a presença de banhistas próximo da ponte Rio Negro também revela um perigo. Durante a reportagem, adolescentes se arriscavam pulando da cabeceira da ponte. Mesmo com a ronda de policiais em alguns momentos, o grupo não se intimidava em fazer as manobras arriscadas para pular na água. A cena chamava a atenção de quem estava ou passava pelo local. “Isso pode terminar em tragédia. É preciso fiscalizar esse tipo de coisa”, reclamou a autônoma Isis Sá, 31, que passava pelo local quando o grupo se exibia pulando da ponte.