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Cheia dos rios afeta calendário escolar no interior do AM

De acordo com a Seduc, 12 escolas da rede pública no interior do Estado tiveram que interromper as aulas para abrigar famílias que sofrem com as enchentes 12/03/2014 às 16:49
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Até o momento, escolas dos municípios de Humaitá, Boca do Acre e Canutama tiveram aulas interrompidas
ACRITICA.COM* Manaus (AM)

Comum no período de chuvas, vários municípios do interior do Amazonas, neste início de 2014, estão sofrendo conseqüências por conta da enchente dos rios que cortam o Estado. Para auxiliar os municípios com necessidades de infraestrutura, escolas públicas estaduais estão atendendo às solicitações das Defesas Civis Municipais e servindo de abrigo para famílias desabrigadas.

Atualmente, 12 escolas públicas estaduais do interior estão servindo à população e por esse motivo tiveram suas aulas temporariamente interrompidas. Destas escolas, dez são do município de Humaitá (localidade distante 675 quilômetros de Manaus), uma em Canutama (distante 620 quilômetros) e uma em Boca do Acre (1.028 quilômetros da capital).

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), logo que retomarem suas atividades letivas, estas escolas - e demais que vierem a ter as atividades interrompidas - adotarão um calendário letivo especial.

“Na prática, estas escolas farão a reposição das aulas que estavam previstas, cumprindo assim a carga horária determinada pelo Ministério da Educação (MEC) para o ensino básico, que é de 800 horas anuais", informou a diretora do Departamento de Políticas e Programas Educacionais da Seduc, Vera Lúcia Marques.

Na última semana, o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, acompanhou o vice-governador do Estado, José Melo em visita a municípios afetados pela enchente, dentre estes Humaitá. "Observamos a necessidade dos moradores e partir daí, pensamos em estratégias para auxiliar a quem precisa. Uma delas foi a disponibilização das escolas", informou Rossieli Silva.

Em Boca do Acre (distante a 1.028 quilômetros de Manaus), oito das dez escolas estaduais da rede estão em plena atividade. Como forma de resguardar a segurança de 23 famílias, a escola estadual Coronel José de Assunção está servindo como abrigo provisório para estas pessoas.

Segundo a coordenadora da Seduc no município, professora Antônia Camurça Furtado, as famílias aguardam a autorização da Defesa Civil do Amazonas em vista que não há previsão de retorno dessas famílias para suas casas.

*Com informações da assessoria