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Cheia em Apuí: Rio transborda e interrompe o trânsito na Transamazônica

Rio Roosevelt transbordou e interrompeu o trânsito na Transamazônica. Carros, ônibus e caminhões estão parados 23/02/2013 às 14:21
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Rio Roosevelt, que corta a rodovia Transamazônica na altura do Município de Apuí, transbordou e está com, pelo menos, dois metros acima do leito da pista
Florêncio Mesquita ---

A cheia dos rios castiga municípios do Amazonas, principalmente os da Região Sul, e já isolou comunidades em Apuí (a 220 quilômetros de Manaus). Comunidades localizadas ao longo da rodovia Transamazônica (BR-230), por exemplo, estão isoladas há uma semana porque o rio Roosevelt, no trecho localizado a 130 quilômetros da sede municipal, transbordou. O rio está mais de dois metros acima do nível da rodovia. Carros, ônibus e caminhões estão parados em uma fila de, pelo menos, um quilômetro na Transamazônica. Os motoristas montaram acampamento na rodovia porque não têm como seguir viagem.

Afluentes da margem direita do rio Amazonas, os rios Juruá, Purús e Madeira também apresentam níveis altos. O núcleo técnico da Associação Amazonense dos Municípios (AAM) está fazendo o levantamento das cidades inundadas pelos rios e já tem um balanço parcial, conforme informado pela secretaria da entidade. No entanto, A CRÍTICA tentou falar com o núcleo (3133-32XX) e com o presidente da entidade Jair Solto (9601-32XX e 9984-11XX), mas não obteve contato.

Em Manaus, apesar do rio Negro estar em processo franco de subida ainda está dentro da normalidade. O Negro tem subido em média de 10 a 11 centímetros por dia. Segundo o encarregado do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, desde o início do período chuvoso, em novembro, o rio subiu 8,14 metros.

De quinta-feira para sexta-feira, por exemplo, o rio Negro subiu 11 centímetros em Manaus e fechou a medição com o nível de 24,10 metros. Na comparação com a mesma data do ano passado, quando houve a maior cheia, o rio está 1,55 metros mais abaixo, uma vez que a cota na ocasião foi de 25,65 metros. Na mesma data ele subiu oito centímetros. Apesar da diferença de três centímetros, Valderino garante que isso não é motivo para se preocupar.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o rio Negro, em Manaus, começou a subir no dia 28 de novembro. Estudos feitos pelo órgão demonstram que 76% das cheias em Manaus ocorreram em junho, 19% em julho e apenas 6% em maio. Em contrapartida, 43% tiveram o valor mínimo anual no mês de outubro, 35% em novembro, 10% nos meses de janeiro e dezembro e 1% nos meses de fevereiro e setembro.

O órgão informou que nas estações que monitora no Estado, incluindo Manaus, não há nenhuma anormalidade e que os mantêm média de comportamento semelhante à registrada em períodos passados. Quanto à enchente em Apuí, o CPRM informou que não tinha dados do município porque os rios na região são monitorados por uma empresa particular que presta serviços a Agência Nacional de Águas.