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Cidades-sede apresentam ações de sustentabilidade em Brasília

O Programa "Manaus Mais Verde"  executado  pelo Município  e  inserido  no marco das atividades para a Copa 2014 objetiva a reversão do quadro atual 13/09/2012 às 18:42
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Seminário que definiu os projetos de Sustentabilidade das cidades sede da Copa de 2014
Acritica.com Manaus (AM)

Despoluição de lagoas, arborização de ruas, plano de manejo de resíduos sólidos e estudos para pegada de carbono são algumas das ações de sustentabilidade apresentadas pelas 12 cidades-sede durante o seminário “Copa 2014: Oportunidades para a sustentabilidade urbana”. O evento, organizado pelo Ministério do Esporte em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), se encerra nesta quinta-feira (13.09), em Brasília.

As ações nas capitais brasileiras que receberão jogos do Mundial vão além das intervenções nas arenas. As diferentes iniciativas mostram os desafios e objetivos de cada cidade-sede. “Os projetos não precisam ser, necessariamente, num mesmo plano de atuação. Cada localidade possui e sabe seus desafios e no que deve investir e direcionar suas ações”, comentou Pablo Vaggione, membro da UN-Habitat (Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) e palestrante do seminário.

O fato de receber a Copa do Mundo está sendo usado pelas sedes como uma oportunidade para desenvolver e acelerar projetos relacionados ao meio ambiente e à sustentabilidade. “O Mundial, para nós, está sendo excelente, porque deu impulso nas nossas ações”, disse Weber Coutinho, representante da secretaria municipal de meio ambiente de Belo Horizonte. A capital mineira planeja a despoluição da Lagoa da Pampulha, um dos cartões postais da cidade, que fica a 100 metros do estádio Mineirão.

“Será feito o desassoreamento da lagoa, porque a bacia está numa área mais baixa e de expansão urbana, ou seja, os sedimentos das construções correm para lá. Também faremos uma depuração da água, com a introdução de microrganismos decompositores que limpam a água”, explica Coutinho. O projeto também prevê a diminuição do despejo de esgoto na lagoa. “Hoje, os dejetos de 30% da população que vive ao redor do local, cerca de 500 mil pessoas, são despejados na água. Nossa ideia é reduzir 95% desse esgoto”, completa. As ações devem custar cerca de R$ 150 milhões.

Em Manaus, a preocupação maior é com o envolvimento das pessoas nos projetos para a Copa do Mundo e com a rearborização da cidade. “A população tem que participar. Fizemos seminários, palestras e desenvolvemos ações de educação ambiental para conscientizar as pessoas sobre a importância de se preservar o meio ambiente, de não poluir nem depredar a cidade”, explica Marcelo Dutra, secretário de meio ambiente da capital amazonense.

Ele diz que um dos problemas de Manaus são as ilhas de calor, formadas pelas altas temperaturas e umidade locais. Segundo Dutra, mais de 70 mil árvores foram plantadas nos últimos três anos para tentar solucionar o problema. “A cidade tinha corredores de vento, mas as construções acabaram com eles. Então são formadas ilhas de calor, que tentamos amenizar com o plantio das árvores”.                                                                                 

Confira o projeto apresentado por Manaus

Projeto Manaus Mais Verde - Construção da  identidade Urbana:

Arborização e Parques Urbanos Manaus  faz  parte  do  imaginário  da  população  brasileira  e  da  comunidade internacional  como  uma  cidade  inserida  na  maior  floresta  tropical  do  planeta Paradoxalmente, sua estrutura urbana apresenta déficit de arborização. Em 2009 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  –  IBGE,  em  estudo  com  objetivo  de conhecer a  infraestrutura  urbana brasileira, registrou que Manaus possuía somente 25,1%  de  arborização  em  área  pública,  apresentando  o  menor  percentual  de arborização  urbana  entre  quinze  cidades  brasileiras  com  mais  de  um  milhão  de habitantes.

O Programa "Manaus Mais Verde"  executado  pelo Município  e  inserido  no marco das atividades para a Copa 2014 objetiva a reversão deste quadro atual por meio de um conjunto  integrado de ações nos campos  legal, científico e administrativo, com estratégias pautadas em várias frentes: 

Elaboração  do  Plano  Diretor  de  Arborização  Urbana  –  PDAU,  que  define plantio de espécies nativas e criação do Banco de Sementes, a fim de melhor a  qualidade  genética  e  fitossanitária  das  mudas  padrão.  O instrumento  de implementação  desse  plano  é  o  Plano  de Manejo  de Arborização  Urbana  p área geográfica, já tendo sido contratado o da Zona Centro-Sul e encontra-se e licitação o da Zona Leste;

Elaboração do Mapa das Ilhas de Calor na área urbana, que identificou as área prioritárias para  a  arborização  na  perspectiva  de  promover  a  adaptação  à mudanças climáticas nas áreas críticas; Revitalização de Parques inseridos na malha urbana, como é o caso do Parque Mindu,  com  o  objetivo  de  preservar  os  ecossistemas  naturais  de  grande relevância  ecológica  e  beleza  cênica,  possibilitando  a  realização  de  pesquisa científica  e  o  desenvolvimento  de  atividades  de  educação  e  interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico;  Capacitação técnica para execução e gestão participativa na implementação da ações, uma vez que seu êxito exige tempo e mudança de cultura.

O Plano de Arborização  foi  elaborado,  bem  como os Mapas  de  Ilhas de Calor, tendo sido iniciado os plantios nas áreas críticas dentro do paradigma de plantio de nativas. Entretanto,  não  foi  ainda  procedido  o monitoramento  dos  resultados  para verificar o êxito de mudanças climáticas e mudanças na paisagem urbana.

No caso do Parque do Mindu, a  revitalização  foi concluída com  recursos alocado sob  a  liderança  da  prefeitura  de  Manaus,  que  lançou  mão  de  uma  série  de instrumentos  financeiros  para  financiar  as  intervenções,  tais  como  Termo  de Ajustamento  de  Conduta  Ambiental  -  TACA  e  orçamento  do  Fundo Municipal  de Desenvolvimento e Meio Ambiente.