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Cotidiano
Recursos humanos

Coachs explicam: habilidades emocionais são tão importantes quanto a técnica profissional

É consenso entre os coachings a importância da união entre a habilidade técnica e autoconhecimento emocional 15/05/2016 às 13:34
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Ter empatia e outros sentimentos benéficos ao trabalho podem ser desenvolvidos com a mediação de profissionais. (Shutterstock)
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Talento? Também. Competência técnica? Talvez. Porém o que diferencia um profissional nos dias atuais é a sua empatia. Quem garante são coaches voltados para o desenvolvimento pessoal ouvidos pela reportagem. Segundo eles, é possível aumentar as habilidades emocionais e dar um salto na carreira conhecendo os próprios sentimentos. 

É consenso entre os coachings a importância da união entre a habilidade técnica e autoconhecimento emocional. De acordo com os especialistas, os dois polos possuem o mesmo grau de relevância num profissional que almeja ter uma trajetória de sucesso. No entanto, quando se trata de emoções, a empatia é tida como a principal e a provedora de novas habilidades. 

“Muitos acham que a liderança é a habilidade essencial, mas não é. O que adianta ser um bom líder se você não estimula os funcionários, não é grato e não estimula um ambiente agradável”, destacou o master coach e presidente da Federação Brasileira de Coaching Integral Sistêmico (Febracis), Paulo Vieira. 

Aprender

Para a master coach e administradora em recursos humanos, Madalena Feliciano, a empatia e outros sentimentos benéficos ao trabalho podem ser desenvolvidos com a mediação de profissionais habilitados, porém, o autoconhecimento ainda é a forma mais indicada para entender as habilidades emocionais. “Ele pode até mesmo rever sua carreira diante da compreensão de suas habilidades. E revisão de vocações”, explica Madalena. 

Ela também aponta que muitos comportamentos inadequados são observados ainda na fase de entrevistas, pois segundo ela, os atuais gestores estão sendo treinados com mais intensidade para tal tarefa. 

“O objetivo não é uniformizar comportamentos, mas compreender e agir de acordo com o que se percebe ao seu redor. Este é o maior passo. Características emocionais diferentes facilitam ou tornam desafiadora a ambientação nesta ou naquela carreira”, finalizou.

Timothy Gallwey - escritor e coach americano

“Se uma pessoa está sentindo medo, ela vai fracassar ou não será “boa” na habilidade.    Esse mesmo sentimento de medo, se não for tratado, impedirá a excelência. Se uma pessoa tem o sentimento de autodúvida, a excelência é impossível. Resumindo, para o nosso próprio bem, precisamos nos conhecer ao nível dos nossos sentimentos, assim como dos pensamentos. Infelizmente, a maioria das culturas gostam de evitar estar ciente de sentimentos ou de compartilhá-los. Logo, depois de sermos crianças, aprendemos a escondê-los de nós mesmos e dos outros. É injusto “eliminar” alguém de um trabalho porque ele ainda não tem ciência emocional”.