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Codesav-AM vai controlar entrada dos pomares de outros Estados

Órgão deve publicar portaria para evitar a entrada de frutos cítricos contaminados, no Amazonas 05/07/2012 às 08:26
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Há 2,5 mil produtores de laranja no Amazonas, sendo Rio Preto da Eva o maior polo
Cimone Barros Manaus (AM)

Para evitar que a mais devastadora praga de citrus entre no Amazonas, a Comissão Executiva de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav) vai baixar em aproximadamente dez dias uma portaria aumentando os mecanismos de controle dos frutos cítricos (laranja, limão e tangerina/mexerica) oriundos de Estados notificados com o greening. São Paulo, Minas Gerais e Paraná já amargam prejuízos, porque onde a praga chega é preciso erradicar a plantação.

Após reuniões com entidades do setor, a versão final da portaria foi definida. Segundo o diretor da Codesav, Sérgio Muniz, a partir de agora passa-se a exigir o beneficiamento do citrus, principalmente da laranja. Em relação ao limão, que boa parte vem de Roraima, não deve apresentar muitos problemas porque já vem com tratamento por conta da praga do ácaro hindu. “Isso é uma medida preventiva do nosso patrimônio e busca evitar que o inseto venha nos restos vegetais junto com os frutos, como folhas e ramos”, disse.

Uma parte da laranja comercializada em Manaus vem de São Paulo, principal produtor do País. Mas a produção local vem crescendo nos últimos anos a ponto da safra, como agora, ter apenas 10% das laranjas vendidas aqui vindas de São Paulo, segundo o distribuidor Mauro Souza, que atua há 20 anos no ramo.

De acordo com o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, dados do Idam dão conta de que no ano passado foram produzidos 242,8 milhões de frutos de laranja, movimentando cerca de R$ 38 milhões com a comercialização. O Estado tem uma área plantada de laranja de 3 mil hectares e 2,5 mil produtores na atividade, sendo Rio Preto da Eva (município a 80 quilômetros de Manaus) o principal produtor.

De acordo com fiscal agropecuário da Codesav, Sandoval Pinheiro, as floriculturas também passarão por um trabalho de monitoramento e conscientização dos proprietários para que eles não tragam a planta murta, visto que ela é principal hospedeira do parasita psilídeo.

Segundo Muniz, depois que a portaria sair, ela terá 30 dias para entrar em vigor.

Praga

O greening não afeta a saúde humana, apenas a produtividade dos pomares. Ela é uma das piores doenças que atingem os laranjais e não tem controle, como a pinta preta e a mosca negra. Além disso, é uma doença bacteriana transmitida por um inseto vetor e apareceu no Brasil em 2004.