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Com investimento de US$ 61 milhões, a fabricante transfere sua produção para Manaus

Iniciada neste mês, a unidade da Positivo Informática responde agora por toda a produção de computadores e tablets  das marcas Positivo e Vaio, antes realizada em Curitiba 21/01/2016 às 21:13
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A nova fábrica do grupo emprega, hoje, 300 pessoas, com expectativa de contratação de mais 246 trabalhadores
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Mesmo diante de um cenário ainda instável para a economia  e logo após o governo federal ter retomado a cobrança da alíquota cheia do PIS e da Cofins para bens de informática,   a fabricante de computadores e smartphones Positivo Informática inaugurou ontem  a sua planta industrial definitiva em Manaus. Iniciada neste mês, a operação na unidade responde agora por toda a produção de computadores e tablets  das marcas Positivo e Vaio, antes realizada em Curitiba, no Paraná.

De acordo com a pauta de projetos aprovados na 265ª reunião do Conselho Administrativo da Suframa (CAS), em abril do ano passado, apenas para contemplar a ampliação da produção de notebooks em Manaus, o investimento da fabricante foi de US$ 61 milhões, com expectativa de geração de 246 novos postos de trabalho nos próximos três anos. A nova planta conta com área construída de 12,9 mil metros quadrados e capacidade de produção expandida de 80 mil para 270 mil PCs e tablets por mês. A produção de smartphones segue concentrada na unidade de Curitiba.

Para o presidente da empresa, Hélio Bruck Rotemberg,  trazer a maior parte das operações de Curitiba para Manaus  reflete a postura que a empresa adotou diante da crise econômica que afeta, em especial a indústria brasileira. “Temos que buscar todas as oportunidades dentro de uma crise e  continuar. Não dá para ‘tirar o pé do acelerador’ como fazem muitos. Fizemos os estudos necessários por vários anos, antes de dar esse passo tão importante”, analisou.

Competitividade

O governador do Amazonas, José Melo, que estava presente na inauguração da planta fabril, elogiou a estratégia da empresa. “Quando essa instabilidade econômica passar, ela (Positivo) já estará um passo a frente, com   produtos inovadores nas prateleira. Essa foi a lógica utilizada pelo grupo e que, esperamos, seja seguida por outras empresas interessadas em investir, na contramão da crise, olhando lá na frente um mercado promissor”, aprovou.

Para a titular da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Rebecca Garcia,  a escolha da empresa foi madura e reforça a importância do modelo Zona Franca de Manaus para a indústria nacional. “É claro que a crise econômica e eventuais contratempos como o fim da isenção do PIS/Cofins foram previstas no plano estratégico da empresa. Os grupos trabalham conscientes dos obstáculos e desafios. A decisão de vir para cá foi tomada com calma, com prós e contras devidamente pesados”, destacou.

Segundo ela, empresas de novos segmentos como  o de eletroportáteis devem adotar a mesma postura da Positivo, e inaugurar suas produções na capital amazonense.

PIS/Cofins  não interfere na produção

A presidente Dilma Rousseff sancionou, no dia 31 de dezembro de 2015, lei que prevê, entre outras medidas de ajuste fiscal, o fim da isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para os itens de informática a partir deste mês, durante todo o ano de 2016. Agora, as empresas de lucro presumido voltam a pagar 3,65% de alíquota em cima de suas operações e as empresas de lucro real - como é o caso da Positivo Informática - voltam a pagar 9,25% somando os dois tributos.  Para o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, embora o aumento seja representativo não deve abalar a competitividade das empresas da ZFM, uma vez que todas as indústrias do País foram afetadas pela medida.   

Em números

61 milhões de dólares.  Foi o investimento realizado pela Positivo apenas para a expansão de sua produção de notebooks em Manaus. O aporte total ainda não foi divulgado.

270 mil PCs.  Essa é a capacidade nominal de produção da nova planta em Manaus. O número representa um aumento de 190 mil unidades em relação ao produzido anteriormente.