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Com obras ilegais, falha na estrutura pode ter feito prédios ruírem no Rio

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), as obras realizadas no 3º e 9º andares do Edifício Liberdade, de 20 andares, eram ilegais por não terem autorização do conselho 26/01/2012 às 11:29
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Pessoas que trabalham ou circulam pela região do desabamento dos prédios, no centro do Rio, utilizam máscaras para se proteger da poeira
AE São Paulo

Apesar de ainda ser cedo para avaliar, as autoridades do Rio trabalham com a hipótese de dano estrutural em um dos três prédios que desabaram no centro carioca na noite de quarta-feira. O comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, disse nesta manhã que "tudo leva a pensar que, na obra que estava sendo realizada (no edifício Liberdade), alguma estrutura importante do prédio foi danificada".

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), as obras realizadas no 3º e 9º andares do Edifício Liberdade, de 20 andares, eram ilegais por não terem autorização do conselho. O engenheiro civil Antônio Eulálio Pedrosa Araújo, consultor do Crea, descartou a explosão de gás como causa do desabamento e apontou três possíveis motivos para a tragédia.

"O primeiro e mais provável é que a obra tenha provocado uma alteração estrutural com a retirada, por exemplo, de uma viga. A segunda hipótese seria a corrosão ou infiltração da laje da cobertura. A terceira seria o excesso de peso do material de construção utilizado na obra", afirmou Araújo.

Em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil, o prefeito carioca Eduardo Paes disse coisa semelhante. "Aparentemente não foi uma explosão, o desabamento pode ter acontecido por um dano estrutural em um dos prédios. Acredito que não tenha sido vazamento de gás". Mas ressaltou que, por ora, essa não é a urgência. "A prioridade agora é o trabalho dos bombeiros em procurar as vítimas", disse.

Interdições. Os prédios do quarteirão compreendido entre as Avenidas 13 de Maio e Almirante Barroso, a Rua Senador Dantas e a Travessa dos Poetas de Calçada foram interditados nesta manhã pela Defesa Civil. Todas as pessoas que estavam nesses edifícios estão sendo retiradas. O quarteirão fica em frente local do desabamento.

As ruas do entorno estão repletas de pessoas que trabalham nesses locais e chegaram a entrar em suas lojas e salas comerciais. / COM SOLANGE SPIGLIATTI, MARIANA DURÃO e PEDRO DANTAS