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Com placar apertado, Câmara dos Deputados aprova terceirização da atividade fim

Foram 230 votos a favor, 203 contra e quatro abstenções. Na bancada do Amazonas, foram quatro votos 'sim' para a emenda, três 'não' e uma abstenção 22/04/2015 às 21:42
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Na bancada do Amazonas, foram quatro votos 'sim' para a emenda, três 'não' e uma abstenção
acritica.com* Brasília (DF)

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou no início da noite desta quarta-feira (22) a emenda aglutinativa ao PL 4330/04 que permite a terceirização da atividade-fim nas empresas da iniciativa privada. O placar foi apertado com 230 votos "sim" contra 203 "não" e quatro abstenções. A votação na bancada amazonense também foi apertada: 4x3.

Votaram pela terceirização da atividade-fim os deputados: Átila Lins (PSD), Arthur Bisneto (PSDB), Marcos Rotta (PMDB) e Silas Câmara (PSD).  Votaram "não": Alfredo Nascimento (PR), Conceição Sampaio (PP) e Hissa Abrahão (PPS). Ausente: Pauderney Avelino (DEM).

A previsão é que a votação encerre ainda nesta quarta-feira. Encerrando nesta quarta, a matéria segue para o Senado. Havendo alteração, a matéria volta para apreciação da Câmara e depois segue pra sanção ou veto da Presidente da República.

Na primeira votação, que gerou polêmica, toda a bancada do Amazonas votou "sim" para o texto base da terceirização tramitar.

"Todos entendemos, de forma unânime ,ser importante regulamentar a vida  de 12,5 milhões de trabalhadores terceirizados no Brasil. Contudo, hoje é o dia mais importante sobre essa votação  porque os principais pontos do texto, principalmente os polêmicos, estão sendo decididos agora e apenas  três parlamentares do Amazonas votaram não: eu, Conceição e Alfredo. Ou seja , sou a favor de regulamentar com critérios e respeito ao trabalhador. E não nivelar por baixo um debate tão importante", disse Hissa Abrahão.

"A emenda aglutinativa  tinha pontos positivos e negativos , mas não limitar o número de contratações diretas pela pessoa jurídica e um desrespeito ao trabalhador. Tenho posições ideológicas positivas a ideia principal do projeto, mas votar sem critérios e um desrespeito ao trabalhador", completou Hissa.

*Com informações do repórter Antônio Paulo