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Comerciantes afetados pela cheia no Amazonas terão até 60 dias para pagar ICMS

Benefício será concedido pelo Governo do Estado aos lojistas de Manaus que amargam prejuízo 17/05/2012 às 07:49
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Trecho da Eduardo Ribeiro recebeu pontes metálicas, para locomoção de pedestres
Renata Magnenti Manaus

O governador do Amazonas, Omar Aziz, anunciou, nesta quarta-feira (16), em almoço com os lojistas, que comerciantes da capital afetados pela cheia do rio Negro terão até 60 dias para pagar o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS). O benefício foi concedido recentemente aos comerciantes do interior. Fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) irão cadastrar os lojistas de Manaus a partir da próxima semana.

O almoço reuniu comerciantes e representantes da indústria, na nova instalação da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), na Zona Centro-Sul. O presidente da CDLM, Ralph Assayag, aproveitou para dizer que as vendas do comércio no período do Dia das Mães cresceu 4,1% em relação ao mesmo período em 2011.

“Tenho acompanhando a situação dos lojistas da região da Manaus Moderna e vamos estender a eles também o beneficio de prorrogar o prazo para recolhermos o ICMS dos afetados pela cheia”, disse Omar Aziz, acrescentando que não é possível isentar os lojistas, mas que a Sefaz fará de tudo para auxiliá-los nesse momento difícil por que passam em função da cheia.

De acordo com a CDLM, 140 lojistas instalados na Manaus Moderna foram afetados pela cheia e 40 fecharam as portas. Na tarde desta quarta (16), o secretário executivo do Fisco estadual, Juarez Tridapalli, disse que nesta quinta (17) o governador assina o decreto referente à prorrogação do pagamento do ICMS e que a partir da próxima semana, fiscais da Sefaz, irão visitar os lojistas na Manaus Moderna para catalogá-los.

De acordo com a Sefaz, o imposto que seria recolhido referente aos meses de maio e junho, poderão ser pagados em agosto, sem correção, juros e multa.

Polo Duas Rodas
O governador se mostrou preocupado também com o Polo de Duas Rodas. “Estamos com dezenas de motos estocadas por que os bancos não aprovam financiamento. Isso pode quebrar as pequenas fábricas. Não adianta o governo reduzir juros se os bancos não financiarem”.

Mesmo os bancos tendo autonomia própria, Omar, disse que pedirá ao Governo Federal que estas instituições voltem a aprovar financiamento.