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Comerciantes da área do Complexo Viário do São José reclamam de prejuízo com desapropriação de terrenos

Os prejuízos alegados pelos comerciantes da área são referentes a erros na medição dos terrenos desapropriados para as obras do Complexo Viário 06/01/2012 às 09:48
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Depósito da loja Hidrofuso que teve a fachada demolida por funcionários da Prefeitura de Manaus.
Felipe Libório Manaus

Comerciantes instalados ao longo da avenida Autaz Mirim, na Zona Leste, se dizem prejudicados por um suposto erro na medição de seus terrenos, desapropriados para o alargamento da via, onde está sendo construído o Complexo Viário do São José.

De acordo com um dos proprietários de imóvel, os responsáveis pela obra teriam requerido uma área de 1,82 metro a mais do que havia sido inicialmente desapropriado.

De acordo com a dona da loja Hidrofuso, Nilciana Godinho, 40, o terreno onde ficava sua loja foi desapropriado em julho do ano passado. Após a desapropriação, os fundos do terreno, onde ficava o depósito da loja, ficou livre e Nilciana construiu uma nova estrutura a partir do limite do que havia sido indenizado.

 No mês passado, funcionários da obra teriam comunicado Nilciana de que ocorrera um erro na medição do terreno utilizado para o alargamento da avenida Autaz Mirim, e que seria necessário mais 1,82 metro a partir do ponto fixado.

 “Quando eles disseram que precisavam de mais espaço, eu já havia feito uma nova fachada para o depósito”, conta Nilciana. Segundo a comerciante, os funcionários da obra vieram alguns dias depois e marretaram a laje que ela havia construído, fazendo uma das prateleiras do depósito desabar. “Uma máquina de R$ 9 mil foi danificada, fora a mercadoria que se perdeu e o que eu gastei com a fachada nova”, afirma.

O torneiro mecânico Edílson de Lima, 46, também teve desapropriado o local em que trabalhava. Edílson era inquilino e conta que a proprietária do local lhe informou que somente 10 metros do imóvel haviam sido indenizados, deixando uma parte do terreno livre para que Edílson instalasse sua tornearia. “No fim do mês passado, um oficial de justiça me disse que eu tinha que sair de onde eu estava trabalhando porque toda a área seria demolida”, diz ele.

DEMOLIÇÃO

De acordo com Edílson, a oficial de justiça voltou uma semana depois com policiais e um caminhão. Assim que todas as coisas haviam sido tiradas do imóvel, a construção foi demolida. “Eu estou trabalhando num espaço de 18m² que o vizinho me cedeu para trabalhar”, diz Edílson.

Tratamento desagrada comerciantes

Segundo a comerciante Nilciana Godinho, os funcionários da prefeitura que informam os proprietários de que seus imóveis serão desapropriados trataram de forma rude os comerciantes do local. “Eles faziam pressão para que saíssemos logo, mesmo antes de a indenização ter sido paga. Isso não aconteceu só comigo, mas com todos que trabalhavam aqui. Meu marido tem 62 anos e a pressão psicológica sobre ele era grande”, afirma ela.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), o órgão não tem conhecimento da ocorrência de tais situações e avisa que irá tomar providências assim que apurar o caso junto aos responsáveis pelas obras do Complexo Viário do São José.