Publicidade
Cotidiano
Notícias

Comércio do Amazonas ameaça ir à justiça contra greve dos auditores fiscais

Setor alega prejuízo às vendas do Dia dos Pais, caso auditores suspendam as atividades a partir de agosto, como prometido 13/07/2012 às 08:52
Show 1
Bicharra disse que uma greve geral iria esvaziar as prateleiras das lojas
Renata Magnenti Manaus (AM)

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, informou que, se os auditores fiscais da Receita Federal suspenderem todas as atividades em agosto, a entidade ingressará com mandado de segurança na Justiça Federal para que os importados sejam liberados. O Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) deve concluir hoje um documento no mesmo formato endereçado à Justiça.

De acordo com os comerciantes de Manaus os prejuízos do setor estão se acumulando desde a cheia histórica do rio Negro, quando foram interditadas algumas ruas no Centro de Manaus, e da greve “branca” dos auditores fiscais que se estende desde abril. Por conta deste cenário, projetam prejuízos nas vendas do Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo de agosto.

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, ponderou que se os fiscais da Receita cruzar os braços totalmente não terão outra opção a não ser buscar na Justiça a liberação dos produtos que deveriam ser liberados. “O setor está sendo prejudicado desde o início do ano e uma greve geral iria esvaziar as prateleiras das lojas”, reforçou.

O diretor-executivo da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Manuel Joaquim, descreveu que o comércio sofreu com a cheia histórica, com a intervenção nas ruas do Centro e que os lojistas já têm amargado diversas perdas. “As vendas devem cair no Dia dos Pais, naturalmente, com esse modelo de greve. Mas se operarem em greve geral, o impacto, obviamente, será muito maior”, disse.

Na Importadora Tropical, por exemplo, o empresário Allan Filho, disse que as perdas têm acumulado, pois os produtos importados estão sendo liberados num prazo muito longo, como aconteceu no Dia das Mães. “Precisava da liberação de três contêineres para a data. A Receita liberou depois do período 10 contêineres nosso e, de uma só vez, tivemos que pagar impostos e a diária dos produtos no porto. No final das contas, paguei 60% a mais toda aquisição dos itens”.

Allan acrescentou ainda que hoje o cliente está “esperto” e se não encontrar em uma loja o que procura, buscará em outra ou dará outro presente. “Não se recupera uma venda que não se fez. O consumidor muda o presente e se satisfaz da mesma maneira, enquanto, nós arcamos com o prejuízo”, avaliou.

Segundo a Cieam, a situação é a mesma junto as fábricas do Polo Industrial de Manaus.

Vendas

Apesar desta realidade, de acordo com pesquisa do IBGE, as vendas do Dia das Mães seguraram o desempenho do comércio varejista. Em maio houve crescimento nas vendas de 8,3% em comparação a igual período do ano anterior. A receita nominal cresceu 11,4%.