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Comércio local sofre os efeitos negativos da greve da Suframa

Reportagem de A CRÍTICA conversou com lojistas e vendedores, nesta sexta-feira (21) e detectou um cenário de preocupação com as vendas 22/03/2014 às 12:38
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Gerente da Troppy, Rosilda Lopes, diz que estão faltando muitos produtos
Mônica Dias ---

Com os produtos retidos por causa da greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca (Suframa), várias lojas estão com estoque baixo e já amargando prejuízos que, por ora, ainda não foram devidamente dimensionado.

Essa situação deve continuar assim até a próxima semana, visto que somente na segunda-feira a Justiça deverá se manifestar a respeito da ação em que a Federação da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus pede, em caráter urgente, a liberação de 30% das cargas do comércio.

De acordo com o presidente da FCDL, Ezra Azury Bem Zion, os segmentos mais afetados desde o início da greve, 19 de fevereiro, são os de calçados, roupas e informática.

O jornal A CRÍTICA visitou nesta sexta-feira (21) algumas lojas desses segmentos e ouviu diversas queixas. Na loja de calçados Shop do Pé da Avenida Eduardo Ribeiro, por exemplo, o vendedor Joel Silvério afirma que o estoque não é renovado desde o Natal. “Não estamos recebendo nenhum lançamento e os clientes querem novidades. Fora isso, também sofremos com falta de numeração”.

Para driblar o problema, o vendedor revela que aposta na criatividade. “O que nos resta é ficar trocando os sapatos de lugar, para tentar deixar a vitrine um pouco diferente e tentar conseguir chamar a atenção dos clientes”, conta Silvério.

A Sapataria Classe, também localizada na avenida Eduardo Ribeiro, também está sofrendo com a greve. De acordo com o gerente da loja, Expedito Freitas, as vendas estão sendo bastante afetadas. “Até que estamos recebendo produtos, mas de pouquinho em pouquinho. Isso diminui o tempo que temos para vender os produtos. Já deveríamos estar ofertando novidades, mas isso não está acontecendo. As vendas estão muito ruins por tudo isso”.

Na loja de roupas Troppy, a gerente Rosilda Lopes já não sabe mais o que falar para os clientes. “Estão faltando muitos produtos. Nosso estoque de roupas sociais acabou, e a demanda tem sido muito grande. Muitas pessoas procuram a loja querendo comprar calças sociais, e nós temos esse produto, mas não podemos vender, porque ele está preso. Nosso cenário de vendas está bastante crítico”.

Assim como afirmou Azury, a situação também está complicada no setor de informática. O diretor de planejamento da loja de informática Amazon Print, Arnaldo Rocha, disse que a logística da loja foi toda comprometida. “Temos uma programação, e a greve está comprometendo a logística, o cronograma de lançamento e novidades e, consequentimente, afetando nas vendas. Quando compramos um produto, temos que pagar por ele. Quando esse mesmo produto fica parado, nosso caixa é comprometido”.