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Comércio nas redes sociais em expansão, em Manaus

O uso de ferramentas de vendas nas redes sociais cresce 40% a cada ano. Mas criar a loja é só fazer o consumidor pensar em abrir a carteira. Conheça os atalhos. 30/06/2012 às 22:12
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Márcia Regina da Maria Chic - funcionário exclusivo para interação nas redes
Jornal A Crítica Manaus

O social commerce, comércio feito nas redes sociais, continua em franco processo de expansão, crescendo à razão de 40% ao ano e fazendo muitos comerciantes correrem para abrir sua loja na esperança de turbinar as vendas com rapidez e baixo investimento. Porém, as coisas não são bem assim. Muitos empreendedores, principalmente iniciantes, deixam de tomar alguns cuidados essenciais e acabam não alcançando os resultados esperados.

Marco Cabral, especialista em estratégias de marketing na Internet, da WSI Consultoria, explica que, se o empreendimento já não consegue vender bem pelos meios tradicionais, não é a simples abertura de uma loja no Facebook ou outra rede social que vai mudar isso.

O problema acontece, em parte, porque o empresário não compreende bem o internauta. Quem acessa uma rede social não está, de cara, querendo comprar alguma coisa, mas pode decidir fazer isso se for convencido que a marca possui um bom produto ou serviço.

É o que o sex shop Maria Chic, de Manaus, está tentando fazer. A empresa foi aberta em agosto de 2011 e três meses depois já estava no Facebook. A proprietária, Márcia Regina Cardoso Arruda, conta que a empresa contratou um funcionário exclusivamente para cuidar da interação nas redes sociais. “Lançamos nossa loja virtual há um mês, esperamos ver os resultados em alguns meses”, diz a empresária.

Marco Cabral explica que, para ter sucesso em uma estratégia de marketing, é preciso estar atento aos quatro “Ps”: preço, produto, praça e propaganda. “Se o preço, o produto ou a praça não estiverem bons, não é a propaganda que vai resolver o problema”, comenta.

Outra questão é que a compra direta pela Internet ainda não alcançou todo seu potencial no Brasil. Há muita desconfiança por parte do consumidor. Mas isso tende a mudar nos próximos anos. “A Internet já é o segundo maior veículo de comunicação do País. Até 2015, 15% de todo investimento em marketing será online”, diz Cabral.