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Comissão não é 'forno e fogão', diz relator da CPI da Água

Vereador  Marcel Alexandre (PMDB) descarta a possibilidade do trabalho da comissão acabar em pizza e afirma que irá "até as últimas consequências" 14/08/2012 às 15:43
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Vereador diz que tem até o dia 22, para entregar o relatório da CPI da Água
acritica.com Manaus

O vereador Marcel Alexandre (PMDB), vice-presidente da Câmara Municipal de Manaus e relator da CPI da Água, afirmou, nesta terça-feira (14),que o Parlamento não é local de "forno e fogão" para se pensar que a Comissão Parlamentar de Inquérito vá 'virar pizza'e. Contrariado, ele acusou a imprensa de contextualizar dessa forma equivocada as informações sobre o caso.

"O que é pizza?", questionou o vereador,  ao ser indagado se a CPI da Água ia acabar em pizza. "Aqui é um trabalho parlamentar,  aqui não é forno e fogão", desabafou, ao apontar que é por causa disto que o país vai "de mal a pior".

Marcel Alexandre disse  esperar que a Comissão Parlamentar de Inquérito aprove o  relatório  "para e pelo povo". "Não mudo o meu voto. Sou irredutível. Vou até às últimas conseqüências", garante Marcel Alexandre

Chateado com a cobertura que vem sendo dada ao caso,  Alexandre preferiu não antecipar as novidades que constam no seu relatório. Não vou adiantar, porque a maneira como a imprensa vem noticiando não está ajudando em nada, estão depreciando nosso trabalho", acusou ele. O relatório final da CPI deverá ser apresentado na semana que vem.

'Contrato absurdo'

Ao expor situações precárias de abastecimento de água em Manaus, acompanhadas em bairros da capital, Marcel Alexandre  descreveu como "absurdos" os acordos firmados entre a Prefeitura de Manaus e as empresas de abastecimento de água.

Ele ainda acusou as mesmas de até hoje administrarem o setor e "brincar" com a dignidade do povo e disse que o Executivo Municipal, por suas ações, tem retratado Manaus como uma “cidade de muro baixo”.

"As empresas são as mesmas; o espírito ruim é o mesmo; mudaram só nome",  disse, ao apontar que o nome  e o métodos da  nova empresa que abastece  a cidade (Manaus Ambiental) é o mesmo da anterior ( Água do Amazonas) .

Cronômetro da água

O vereador citou que a imprensa tem sido testemunhas da visita que a CPI tem feito nos bairros para saber as condições de abastecimento de água nestes locais e descreveu como o absurdo o fato de famílias inteiras  terem de cronometrar o volume e o tempo de água gastos em um  banho.  "E se pensar no tanto de dinheiro que  já saiu de aditivos  destes contratos absurdos que foram feitos", questiona Marcel.

Cabo de Guerra

Esta é a segunda CPI da Água. A primeira foi instalada em 2005.  A atual foi implantada  em março deste ano e tem como tarefa investigar os contratos entre a Prefeitura de Manaus e a empresa Águas do Amazonas, a repactuação  e  as responsabilidades dos gestores públicos quanto a administração desse setor.

Ex-prefeitos e ex-governadores fizeram parte de proposta para serem ouvidos sobre os contratos firmados com as empresas.  A proposta não vingou e  acabou gerando um cabo-de-guerra  entre vereadores.