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Concessionárias do Amazonas esperam queda brusca nas vendas em novembro de 2012

A gerente geral da Garcia Veículos, autorizada Chevrolet, Silvana do Amaral, comentou que há uma expectativa de finalizar o mês atual com dados positivos. No entanto, não existe esta mesma definição para os meses subsequentes 20/10/2012 às 12:03
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Desconto nos valores dos carros provoca corrida às concessionárias
acrítica ---

A dez dias para encerrar o período de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre automóveis nacionais, representantes de concessionárias no Amazonas se mostram preocupados. Isto porque a pressa desenfreada do consumidor para não perder o benefício pode resultar na “ressaca” das vendas no próximo mês.

A gerente geral da Garcia Veículos, autorizada Chevrolet, Silvana do Amaral, comentou que há uma expectativa de finalizar o mês atual com dados positivos. No entanto, não existe esta mesma definição para os meses subsequentes. Silvana espera que, ao eliminar o benefício, o governo faça a cobrança “aos poucos”, para que não haja queda brusca nas vendas.

A partir dos dados do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), o gerente de vendas da revendedora Via Marconi – autorizada Fiat –, Antônio Carlos Lima, destacou que o emplacamento de veículos da marca em agosto foi de 890, alta de 19,30% em comparação a igual período de 2011 (746). Já em setembro, foram emplacados 532 carros Fiat na capital, queda de 24,65% ante o desempenho do nono mês do ano passado e de 40,22% em relação ao seu mês imediatamente anterior. Por outro lado, o mês de outubro deve mostrar bons números, já que até a última terça-feira, foram realizados 352 emplacamentos, fatia de 65,31% do que foi registrado em outubro de 2011 (539).

Em virtude da redução no preço e, consequentemente, da alta demanda, o gerente detalhou  que os estoques na concessionária diminuíram 60%, saltando de 350 carros para 140. Hoje, o valor de um dos carros-chefes da concessionária, o novo Palio 1.0, é de R$ 32.990, quando saía a R$ 36 mil.

No entanto, Lima lembrou esta mesma corrida aconteceu em agosto – tendo em vista que a prorrogação saiu apenas nos ‘45 minutos do segundo tempo’ – e deixou o mês de setembro comprometido.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Veículos Automotores do Estado do Amazonas (Sincodiv-AM), João Braga Neto, a fórmula adotada pelo governo acaba prejudicando o mercado, pois faz com que os consumidores antecipem suas compras. “Se eu tenho um produto que custa R$ 10 e há uma previsão de que amanhã passe para R$ 15, os clientes vão comprar hoje”, destacou.

O presidente pontuou que o setor não é favorável a “medidas provisórias com data de vencimento”, mas a permanência do benefício. “Esta é a nossa bandeira. A prorrogação no último segundo gera instabilidade muito grande no mercado”, avaliou.