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Cotidiano
PULMÃO

Tabagismo acelera câncer de pulmão, doença que mata 1,6 milhão de pessoas por ano

O vício em cigarro é responsável pelo aumento de 40 vezes a chance de desenvolver a doença em comparação a quem que não fuma 03/12/2017 às 19:53 - Atualizado em 03/12/2017 às 19:55
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Familiares e amigos são fundamentais durante tratamento. Mantenha-os sempre por perto (Foto: Reprodução/internet)
Alexandre Pequeno Manaus (AM)

De acordo com dados da Global Lung Cancer Coalition (GLCC), o câncer de pulmão é o câncer mais comum do mundo. Cerca de 1,8 milhão de pessoas são diagnosticadas com a moléstia a cada ano e 1,6 milhão de pacientes (89%) morrem em decorrência da doença. No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA), foram estimados 28.220 novos casos da doença em 2016, sendo 17.330 homens e 10.890 mulheres.

Dentre os fatores de risco mais conhecidos está o tabagismo. O vício é responsável pelo aumento de 40 vezes a chance de desenvolver câncer de pulmão quando comparado ao de uma pessoa que não fuma. 

Alguns fatores relacionados ao consumo de cigarro podem, de forma combinada, colaborar para o aparecimento da doença. Entre eles estão: idade que a pessoa começou a fumar, quantidade de cigarros consumidos por dia, força utilizada para inalar o cigarro e a idade do indivíduo.

A inalação de fumaça em ambientes como metrópoles, também pode acarretar o surgimento de tumores no pulmão, tão prejudiciais quanto o tabagismo. “A partícula de fuligem entra na circulação. No pulmão ela vai causar efeitos inflamatórios, como câncer, pneumonia e asma. Na circulação ela causa efeitos imunológicos e efeitos diretos no coração”, ressalta Evangelina Vormittag, diretora-presidente do Instituto Saúde e Sustentabilidade.

Sintomas

Em geral, a maioria dos cânceres de pulmão não provoca sintomas na fase inicial. Em estágios mais avançados, podem surgir: tosse com expectoração (expulsão de secreções, por meio da tosse), dor no peito, rouquidão, perda de apetite e de peso, falta de ar e fadiga.

Fatores de risco

Além do tabagismo, outros fatores de riscos também podem ser relacionados ao surgimento do câncer de pulmão.

- Tabagismo passivo: pessoas que ficam expostas à fumaça do cigarro em ambientes fechados podem ter sua saúde prejudicada.

- Exposição às substâncias químicas: arsênio, amianto, asbesto, berílio, cromo, radônio, níquel, cádmio ou cloreto de Vinila. Trabalhadores que atuam na construção naval, em mineradoras, com isolantes térmicos ou em fábricas de freios, são propensos a estarem em contato com essas substâncias e consequentemente merecem atenção.

- Doenças pulmonares: tuberculose ou doença pulmonar obstrutiva crônica (também conhecidos como efisema pulmonar e bronquite crônica) são doenças que podem aumentar a possibilidade de desenvolvimento de câncer de pulmão.

- Alimentação: assim como outros tipos de câncer, a alimentação pode se tornar tanto um fator de risco, como um método de prevenção. O baixo consumo de frutas e verduras pode ser um fator determinante para o desenvolvimento do câncer de pulmão.

Diagnóstico

Ter entre 55 a 80 anos, ser fumante por mais de trinta anos-maço (isto é, um maço ao dia por 30 anos, ou 2 maços por 15 anos, etc), ou ser ex-fumante que fumava também nessas circunstâncias e cessou o tabagismo há menos de 15 anos são alguns dos motivos para conversar com seu médico.

O diagnóstico é feito com tomografia de tórax de baixa dose de radiação. A recomendação coletiva do rastreamento para o câncer de pulmão vem se tornando uma realidade em todo o mundo. No Brasil, ainda é feira de forma individualizada.