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Conselho Regional de Medicina constata irregularidades em SPAs do Amazonas

Fiscalização encontrou problemas como falta de aparelhos, remédios e leitos. O CRM-AM enviou uma notificação ao secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, para que pacientes não fossem mais internados nos locais 23/01/2013 às 10:29
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Uma das irregularidades apontadas pelo Cremam é a internação em leitos nos SPAs que, segundo o orgão, é proibida
CAROLINA SILVA Manaus

Uma vistoria nas unidades de Serviço de Pronto Atendimento (SPAs) em Manaus, feito pelo Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), em parceria com os Conselhos Regionais de Enfermagem, Odontologia e Farmácia, constatou uma série problemas graves, principalmente de infraestrutura para o atendimento à população, como falta de aparelhos, instrumentos e medicamentos.

Um relatório foi elaborado e será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) e ao Ministério Público Federal (MPF) para os órgãos tomarem providências para que o atendimento dos usuários seja feito adequadamente.

De acordo com o presidente do CRM-AM, Jefferson Jezini, um dos graves problemas constatados durante a vistoria foi a internação de pacientes nas unidades de Serviço de Pronto Atendimento. “O primeiro atendimento tem que ser feito pelo no SPA e depois o paciente deve ser encaminhado para um centro referência de urgência. O que nós encontramos foram pacientes internados por mais de 24 horas. Isso contraria as leis”, declarou Jezzini.

O CRM-AM enviou uma notificação ao secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, para que pacientes não fossem mais internados em SPA’s, conforme informou Jezzini. A internação em uma unidade de Serviço de Pronto Atendimento (SPA) contraria a resolução 1451/1995 do Conselho Federal de Medicina e a portaria 2048/2002 do Ministério da Saúde. “Encontramos crianças internadas no SPA, o que não poderia ter. O SPA não foi feito para internação, pois lá não tem leito”, afirmou o presidente do CRM-AM.

Precários
Aparelhos que deveriam estar em bom estado de uso para a realização de exames foram encontrados durante a vistoria do CRM-AM e também estão no relatório que será encaminhado aos Ministérios Públicos.

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