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Consumidor sinaliza em pesquisa que está disposto a gastar R$ 340, em média, com lista das escolas

Na ponta do lápis, o custo maior da lista é com os livros, chegando a representar até 80% (ver vinculada) 17/01/2012 às 09:20
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Demanda por material escolar tende a crescer até o fim do mês de janeiro
Cimone Barros Manaus

O consumidor espera gastar R$ 340, em média, com a compra de material escolar, mas boa parte (27,5%) pretende desembolsar entre R$ 201 e R$ 300, de acordo com pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais (IFPEAM). Na ponta do lápis, o custo maior da lista é com os livros, chegando a representar até 80% (ver vinculada).

Em face da alta demanda, livrarias adotam estratégias diferenciadas para vender. A Concorde e a Mens' Sana, por exemplo, não fazem orçamento aos sábados. Se quiser saber o preço de livros  nesses estabelecimentos,  o consumidor deve fazer isso durante a semana, de segunda à sexta-feira. Ou, se preferir,  acessar o site delas na Internet, meio que a Lira e a Concorde (a Mens´Sana, não) usam para realizar vendas.

De acordo com a gerente da Mens‘ Sana, Kátia Silveira, como o movimento é intenso aos sábados, é difícil fazer orçamento. “Além dos trabalhadores em geral, trabalhamos com convênio de várias empresas do distrito industrial e fica complicado orçar preço”.

Segundo o diretor-presidente do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM), Guilherme Frederico, as livrarias não são obrigadas a fazer orçamento, mas sim, expor o preço. “O orçamento é uma prática comercial, não uma obrigação. Elas são obrigadas a fornecer o preço do produto em local visível”.

No sábado, o industriário Sérgio Ceolin, 37, foi ao centro tentar comprar o material escolar dos dois filhos: José Alberto, do Jardim 1, que estuda em uma escola particular, e da Monick, do 9º Ano, que estuda e Escola Pública. “Só comprei algumas coisas, hoje (ontem) que consegui comprar o restante do material do menino”, disse. 

Inquietação

A pesquisa de Intenção de Compra e Confiança do Consumidor para o mês de janeiro de 2012 mostra que apesar da expansão dos shoppings, 68,8% dos consumidores ainda preferem realizar as compras no centro da cidade. Os principais fatores são preços, variedades de produtos, variedade de lojas e promoções. Outros 21,2% optam pelo comércio de bairro e 9,5% nos shoppings.

Um lado interessante é que a maioria (65%) dos consumidores pretende pagar as contas à vista com dinheiro em espécie ou no débito automático. Os cartões de crédito representam 34,5%.

A agente de trânsito Luzimar Silva, 46, se planejou para a compra do material da filha de 5 anos que vai estudar o Jardim 2. "Guardei toda a segunda parcela do décimo terceiro salário. Só com os livros gastei quase R$ 400 e agora estou comprando os outros materiais de uso pessoal“, disse Luzimar Silva, que não se sente à vontade de comprar pela Internet. “Não me sinto segura em colocar os meus dados no site”, argumentou.

A pesquisa apontou, ainda, que para 47,5% de universo de 400 entrevistados os preços praticados no comércio varejista de Manaus para o próximo mês continuarão altos. Porém, o percentual ficou bem abaixo do observado no mês anterior, quando alcançou 66,3%.

Livros representam maior custo da lista

 Um dos itens que os pais mais estão atentos na lista é para os livros didáticos e paradidáticos. Eles representam de 70% a 80% do valor compra do material escolar. As maiores diferenças de preços, entretanto, estão entre os itens menores: lápis, apontador, borracha, pincel, papeis, tinta, por isso a necessidade da compra ser precedida da pesquisa.  Levantamento feito pela reportagem observou que os livros, independentemente da laloja,  estão apresentando preços mais uniformes”.

A lista do 7º Ano de livros didáticos e paradidáticos, de uma grande escola de Manaus, pesquisada em duas livrarias (Lira e Mens‘Sana) mostrou diferença de 4%. Na primeira, os 19 livros sairam por R$ 1.237,11 e na segunda por R$ 1.188.

“Os preços dos livros são parecidos, agora dos outros materiais não. Na primeira livraria encontrei a caixa de lápis de cor Fabecastell de R$ 31 nessa outra está por R$ 24,20”, observou a consumidora Luzimar Silva, que ontem foi ao Centro comprar material escolar.

Atração

Para atrair os consumidores, as livrarias adotam estratégias diferenciadas: preço, venda pela internet, facilidades de pagamento (até dez vezes sem juros) e até sorteio de um carro zero quilômetro.

A Livraria Lira espera aumentar as vendas em até 50%. A rede investiu nas compras pelas Internet, que já representam 20% das vendas, ampliou loja, e está com uma grande promoção. A cada R$ 200 em compra, o consumidor concorre a um carro zero quilômetro.

“Também disponibilizamos a lista de material das principais escolas e contratamos 60 pessoas a mais em relação ao período normal, sendo 16 comparado a igual época do ano passado”, contou a supervisora de vendas Maria José Campos.

As formas de pagamento no cartão variam de seis a dez vezes sem juros, conforme o valor da compra.