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Consumidores ouvidos pela Fecomércio pretendem pagar caro por presente às crianças

A amostra realizada com 400 pessoas em todas as zonas da cidade reflete o sentimento dos consumidores, levando em consideração suas condições econômicas e suas expectativas quanto à situação futura da economia local 10/10/2012 às 09:25
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Apesar da maioria estar indecisa, 18% consumidores entrevistados optam em dar brinquedos para a criançada
Jornal Acrítica ---

Os pais e responsáveis estão dispostos a gastar, em média, R$ 115 com o presente do Dia das Crianças – comemorado na próxima sexta – sendo que a maioria dos entrevistados (33,1%) pretende investir entre R$ 101 a R$ 200, aponta pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio-AM.

A amostra realizada com 400 pessoas em todas as zonas da cidade reflete o sentimento dos consumidores, levando em consideração suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação futura da economia local. A referida data é considerada a terceira melhor época festiva para o movimento do comércio, empatada com o Dia dos Namorados e atrás das festas de fim de ano e do Dia das Mães.

As informações obtidas são particularmente importantes para as empresas do comércio varejista, pois servem como balizador para tomada de decisões de investimentos e planejamento de compras.

Dos 400 entrevistas, quase 60% não sabe ainda que presente comprar para as crianças. Já para os 40% de consumidores decididos, na hora das compras, a preferência segue por brinquedos (18%), bicicleta (5,3%), roupas (5,3%), celular (4,2%), videogame (3,2%), outros 5,7%.

Na avaliação do assessor econômico da Fecomércio-AM, José Fernando Pereira da Silva, os consumidores estão otimistas em relação ao futuro, quando 75,1% dos entrevistados acredita que a economia amazonense para os próximos seis meses estará um pouco ou muito melhor do que a atual. “A média de gasto é um valor muito bom. O índice de inadimplência está elevado no País, mas em Manaus é diferente; apesar do nível de endividamento estar em 30%, a inadimplência está em 4%”. O inadimplente é aquele que não tem mais crédito, explica José Fernando.

O economista considera que a economia local está bem, embora 41,8% dos consumidores digam que as chances de arranjar um novo emprego estejam mais fáceis do que ano passado. “Está dentro do limite, a não ser se tivéssemos uma taxa de emprego elevadíssima, que não é o nosso caso.

Para o analista econômico, há que se ponderar que o consumidor local está preocupado com a inflação, sendo que 65% acredita que preços estão alta, termômetro das compras do dia a dia e do aumento do seu custo de vida. “É um sentimento de defesa que todos nós temos”, analisou.