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Consumo de álcool é causa de mais de 10 afogamentos desde a reabertura da Ponta Negra

Segundo integrante do Corpo de Bombeiros, o problema é cultural e os banhistas tendem a ignorar as orientações para não se afastarem da praia 10/09/2012 às 08:03
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A ingestão de bebidas alcoólicas em excesso pelos banhistas é apontada como uma das possíveis causas de afogamentos na Ponta Negra, uma vez que, mesmo embriagadas, as pessoas entram na água
Luciana Santos ---

A relação entre o consumo excessivo de álcool e os recentes casos de morte por afogamento ocorridas na praia da Ponta Negra, Zona Oeste, não inibiram os banhistas que frequentaram o local durante o dia deste domingo (09), que repetiram a mistura perigosa, alertaram bombeiros salva-vidas. Com o forte calor, os quiosques estavam lotados e grupos de amigos levavam latas e garrafas para a beira do rio.


“O excesso de confiança misturado ao consumo de bebidas alcoólicas faz com que as pessoas se afastem das praias e, assim, acontecem os acidentes”, alertou o sargento Dias, um dos 12 integrantes do Corpo de Bombeiros que, neste domingo , atuavam como salva-vidas no balneário.

Segundo ele, o problema é cultural e os banhistas tendem a ignorar as orientações para não se afastarem da praia. “As pessoas não respeitam os limites. Os bombeiros que estão na lancha ficam orientando os banhistas que estão se afastando e o pessoal ainda insiste”, conta.

DESNÍVEIS

O sargento Dias também alerta para os desníveis existentes na areia, sob as águas, que surpreendem banhistas e podem provocar afogamentos.  “Tem muito desnível na praia. Você vê que não é um solo plenamente constante. Aqui mesmo na praia tem diferença de mais de três metros de altura. Dentro da água isso também acontece e as pessoas não conhecem o terreno, então têm que tomar cuidado”, orienta.

De acordo com ele, a maioria das mortes por afogamento ocorridas desde a entrega da praia permanente à população, em junho, aconteceu fora do horário de operação dos dois postos e observação dos bombeiros, que funcionam diariamente de 7h30 às 17h. “Os acidentes aconteceram no horário em que não há bombeiros na praia, principalmente à noite, quando há bom volume de pessoas frequentando a praia”.

CRIANÇAS


Outro alerta dos bombeiros é sobre os riscos de acidentes com crianças. A orientação é que os responsáveis fiquem atentos às brincadeiras dos pequenos. A precaução foi seguida à risca pela auxiliar de administração Aretha Castro e pela amiga Júlia Souza, que acompanhavam, atentas, o banho de rio das sobrinhas de 7, 9 e 13 anos. “Olhamos pra ter a certeza de que não vão para a área mais funda”.