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Cotidiano
POR TEMPO INDETERMINADO

Correios iniciam greve, mas empresa afirma que apenas 10% do efetivo parou no AM

A empresa afirma que os serviços de atendimento não estão afetados e 90% do efetivo do Amazonas está em atividade 20/09/2017 às 18:15
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Foto: Arquivo/AC
acritica.com Manaus (AM)

Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado na noite desta terça-feira (19) em 21 estados do País, incluindo o Amazonas. Os trabalhadores cobram negociação da Campanha Salarial 2017/2018 com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A empresa afirma que os serviços de atendimento não estão afetados e 90% do efetivo do Amazonas está em atividade.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect), a ECT anunciou propostas de exclusões de cláusulas para o novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de categoria, “configurando retiradas de direitos e assédio moral”.

“Além disso, há algum tempo a ECT tem apresentado constantes mudanças de reestruturação na empresa, com abertura ao mercado e parcerias externas. Agora, os Correios também estão no alvo das privatizações de empresas públicas e estatais, do governo federal. Mais uma ameaça aos empregos e à qualidade da ECT, que sempre esteve à frente na confiança da sociedade”, disse a federação.

A categoria defende ainda que os trabalhadores dos Correios recebem os menores salários entre as empresas públicos e estatais. “A empresa optou nos últimos anos a manter uma cultura de benefícios em troca de reajustes salariais dignos aos empregados. Logo, todas as conquistas dos ecetistas funcionam como uma compensação à defasagem financeira”.

Por meio de nota, os Correios disseram que a greve iniciada nesta quarta-feira (20) não afetou os serviços de atendimento. “Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento paredista, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis”, informou.

Os Correios disseram ainda que colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população, e que o movimento está concentrado na área de distribuição. Conforme último levantamento, 93,17% do efetivo total no Brasil estavam presentes e trabalhando. No Amazonas, a porcentagem chegou a 90%, o que corresponde a 1.074 empregados.

A empresa disse ainda que as negociações com os sindicatos que não aderiram à paralisação ainda estão sendo realizadas esta semana.

“Os Correios continuam dispostos a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”.

A reportagem tentou contato com representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Amazonas (Sintect-AM), mas até a publicação desta matéria não obteve sucesso.