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Cresce o número de haitianos autorizados a trabalhar no Brasil

O Acre e o Amazonas são a porta de entrada de haitianos no Brasil. Em 2012, mais de 1,3 mil entraram pelo Amazonas e 930 pelo Acre 28/08/2012 às 10:49
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Haitianos esperam a decisão da diplomacia brasileira sobre sua estada no país ser legal ou não.
Carolina Sarres/Agência Brasil Brasília - 28/08/2012

O número de haitianos com autorização para trabalhar no Brasil cresceu quase cinco vezes, comparados os primeiros semestres de 2011 e de 2012. Foram 441 pessoas no ano passado, ante 2,3 mil neste ano. Os norte-americanos lideram a lista de concessões nos seis primeiros meses de 2012, com 4,6 mil autorizações.

Os números estão no relatório da Coordenação-Geral de Imigração do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e se referem a autorizações para trabalho permanente e temporário.

As autorizações de trabalho são solicitadas ao MTE por empresas interessadas em contratar mão de obra. Essa autorização permite a concessão de visto, feita pelas embaixadas no Brasil no exterior. No caso dos haitianos, também foram permitidas estadias por meio do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.

De acordo com o presidente da coordenação de imigração, Paulo Sérgio de Almeida, em janeiro deste ano todos haitianos que entraram no Brasil por meio de fronteira receberam documentos para permanecer no país e trabalhar legalmente. Com o visto em mãos, os haitianos tiraram CPF temporário e Carteira de Trabalho.

O Acre e o Amazonas são a porta de entrada de haitianos no Brasil. Em 2012, mais de 1,3 mil entraram pelo Amazonas e 930 pelo Acre – o que corresponde a 96,4% do total. Muitos procuram outros estados para morar e trabalhar. Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nílson Mourão, eles partem para Rondônia, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Atualmente, há uma comunidade de 20 haitianos em Brasiléia (AC), onde outros 60 foram detidos, por falta de documentação. Na fronteira do Brasil com o Peru, em Iñapari, há mais de 100. A Agência Brasil constatou que a situação desses estrangeiros na fronteira com o Peru é crítica.