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Cotidiano
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Cresce o número de pacientes insatisfeitos com plásticas

O aumento das reclamações de consultas a respeito do assunto levou o presidente do CRM, a fazer um alerta às pessoas interessadas 24/08/2012 às 08:26
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Resultado da cirúrgia plástica não agradou paciente, que recorreu ao Conselho Regional de Medicina e soube que o médico não possui registro de especialista
Ana Celia Ossame ---

Nos últimos dois anos,  seis sindicâncias foram abertas contra cirurgiões plásticos e três tornaram-se processos éticos no Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (CRM). O aumento no número dessas ocorrências e de consultas a respeito do assunto levou o presidente da entidade,  Jefferson Jezini, a fazer um alerta às pessoas interessadas em se submeter a algum procedimento nessa área.  “A pessoa tem que ver se o médico tem o registro da especialidade no Cremam, porque só quem é cirurgião plástico pode fazer esse tipo de procedimento”, afirmou Jezini.

Ao apontar que as queixas contra maus resultados de cirurgias plásticas estão atrás apenas de reclamações relacionados aos serviços de ginecologia e obstetrícia, Jezini diz que o objetivo do Cremam é diminuir o número de processos, por isso recomenda que o paciente verifique se o médico é registrado no conselho. “No momento em que os valores se diluem numa  sociedade  consumista como a nossa, é fundamental a Medicina atuar como guardiã  de  princípios e valores, impedindo  que  os excessos do sensacionalismo, da autopromoção e da mercantilização do ato médico comprometam a própria existência daqueles que dele dependem”, afirmou.

Jezini observa que ao  contrário das demais especialidades, como clínica médica, cirurgia geral, ginecologia obstétrica e pediatria, o médico pode atender desde que não anuncie ser especialista, o cirurgião plástico é o único que pode atuar nessa especialidade. Por isso é importante a população, quando tiver qualquer dúvida a respeito da formação do profissional e do serviço oferecido por ele, procurar informações no conselho.

Especialidades


O presidente do CRM observa que o Conselho Federal de Medicina (CFM) tem atualmente 52 especialidades que são catalogadas e aceitas, por isso há  algumas especialidades que não são médicas como mesoterapia, medicina ortomolecular, tratamento antienvelhecimento e medicina estética. “Caso o médico esteja atuando nessas áreas está incorrendo em deslize ético e profissional, pois trata-se de charlatanismo”, assegurou Jezini, lembrando que o autor de uma terapia antienvelhecimento que prescrevia a ingestão de dezenas de comprimidos  morreu de câncer, doença que pode acometer quem fizer uso desse tipo desse tipo de dieta.

O CFM tem uma resolução na qual orienta os médicos do que pode e do que não pode na publicidade de sua especialidade. “Ele não pode usar imagem de paciente nem com a autorização do mesmo para anunciar resultado”, explicou ele, citando que essas orientações estão também numa cartilha disponibilizada pelo CFM para orientar os médicos sobre o que é ético anunciar.  O presidente do CRM diz que, com a judicialização da medicina, a diretoria se preocupa em orientar os médicos com relação ao atendimento adequado que visa minimizar o sofrimento humano.

Informação

Está disponível no Portal Médico o Manual de publicidade médica, editado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que reúne a Resolução CFM 1.974/11 e seus anexos, além de um capítulo com perguntas e respostas a respeito do tema. O endereço do Cremam é na avenida Senador Raimundo Parente, nº 6, bairro Flores, Zona Centro-Oeste. O telefone é 3656-0536.