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Crise na Argentina reflete na venda de motocicletas no AM

As exportações de motocicletas fabricadas no PIM registraram queda de 59,19% em julho, na comparação com o mês anterior e de 57,98% frente a julho de 2013 09/08/2014 às 09:39
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Athaydes Félix, do Sinmen, não culpa apenas o calote pela queda das vendas
Juliana Geraldo ---

O polo de duas rodas começa a sentir os efeitos do calote argentino, decretado na última semana pelo país vizinho. As exportações de motocicletas registraram queda de 59,19% em julho, na comparação com o mês anterior e de 57,98% frente a julho do ano passado.

Os dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), demonstram que em julho, o PIM comercializou, junto aos argentinos, 2.790 motos, gerando um faturamento de US$ 3,95 milhões. No mês anterior, os hermanos adquiriram 2.095 unidades a mais perfazendo um total de US$ 9,68 milhões.

A diferença também foi grande na comparação com julho de 2013, quando US$ 9,40 milhões resultaram das exportações de motos do Amazonas para o país. Na ocasião, foram vendidas 5.277 unidades. Os números causam preocupação, uma vez que o volume comercializado para a Argentina representou até julho deste ano, 25,83% do total exportado pelo Estado.

Economia instável

O presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus (Sinmen), Athaydes Félix, amenizou ao não responsabilizar apenas o calote pela retração. “O cenário econômico em geral não está favorável para o setor”, salientou.

Empresas como a Moto Honda, responsável por parte das vendas para a Argentina, ainda passam por dificuldades de escoamento da produção. “Em alguns casos, é preciso frear a produção uma vez por semana para tentar esvaziar os estoques”, comentou.