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CRM condena médicos pela morte de advogada em Manaus

Mauro Carvalho de Lima e Ageu Silva receberam como pena, apenas a suspensão do trabalho no período de 30 dias. O pai de Aylla Almeida vai recorrer junto ao Conselho Federal de Medicina 13/01/2012 às 00:18
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Mauro Carvalho foi o único médico que esteve presente no CRM para acompanhar o julgamento
Evelyn Souza Manaus

Após quase três horas de julgamento, o Conselho Regional de Medicina (CRM) condenou por negligencia, imprudência e imperícia dois dos três médicos que prestaram atendimento à advogada Aylla Almeida, morta em agosto de 2006. Mauro Carvalho de Lima e Ageu Silva receberam como pena apenas a suspensão do trabalho no período de 30 dias.

O professor Aly Almeida, pai de Aylla, ficou insatisfeito com o resultado e disse que vai recorrer junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM).

“Houve condenação, mas não houve pena. Vou recorrer e tenho muita esperança no Conselho Federal", ressaltou Aly.

O julgamento do terceiro médico envolvido, José Francisco Vieira, ainda não tem data marcada para acontecer. De acordo com Aly, o processo prescreve no dia 23 de fevereiro e José Francisco terá que ser julgado antes do prazo estabelecido.

Os médicos já foram condenados criminalmente por homicídio culposo - quando não há intenção de matar - pelo juiz Genesino Braga Neto, da 10ª Vara Criminal de Manaus.

Relembre o caso
Antes do acidente, Aylla foi ao P.S da Unimed com crise asmática e estava acompanhada do namorado. O clínico geral Ageu teria lhe receitado um anti-alérgico que causa sonolência. Depois de medicada, a paciente teve alta. Ao sair do hospital, sofreu acidente de carro e retornou à Unimed, levada pelo namorado. Antes de falecer, Aylla foi submetida a diversos exames, até ser constatada a hemorragia interna abdominal.