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Cúpula do PT rediscute candidatura em Manaus

Direção nacional decide, hoje, se o partido lança ou não candidato a prefeito e em que aliança marchará 27/06/2012 às 07:54
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Presidente nacional do PT, Rui Falcão (ao centro), Waldemir Santana (à esquerda) e o presidente estadual da sigla, João Pedro
Aristide Furtado ---

Rifado da chapa majoritária que vem sendo costurada pelo governador Omar Aziz (PSD) e o senador Eduardo Braga (PMDB) para a Prefeitura de Manaus, o PT se reúne hoje, em São Paulo, para decidir os rumos da legenda na eleição deste ano. Um dos pontos da pauta de lideranças locais com a direção nacional da sigla é o apoio do prefeito Amazonino Mendes (PDT) a um candidato dos quadros do PT. Foram convidados para o encontro com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, os presidentes do diretório estadual, João Pedro, e municipal, Waldemir Santana.

Também foram chamados os deputados estaduais José Ricardo Wendling e Sinésio Campos, e o membro da executiva municipal e secretário municipal de Habitação, Valtair Cruz Obando. “As portas foram fechadas para o PT pelo governador (Omar Aziz) e pelo senador (Eduardo Braga). Agora a gente vai conversar com o prefeito Amazonino Mendes”, disse Waldemir Santana. O dirigente petista afirmou que, no sábado passado, Amazonino disse que está disposto a apoiar a candidatura a prefeito indicada pelo PT. “Ele (Amazonino já se manifestou sobre isso. Já disse pra a direção nacional e pra gente aqui em Manaus. Disse que apoia um candidato do PT na cabeça de chapa. Falta discutir qual o melhor nome. Temos três companheiros: Jorge Guimarães, Sinésio Campos e José Ricardo”, afirmou.

Valtair Cruz, que atua no time de secretários municipais da gestão Amazonino, disse que vai defender, na reunião com a executiva nacional, a candidatura própria do PT com o apoio do prefeito de Manaus. “Há dois meses aprovamos uma resolução de que o PT não abriria mão de fazer parte da chapa majoritária. As conversas não evoluíram com a rapidez que a gente pensava. E o PT precisa se posicionar para a sociedade. O prefeito tem se mostrado sensível a apoiar uma candidatura do PT”, disse o petista. Waldemir Santana e Valtair Cruz fazem parte da corrente do Partido dos Trabalhadores, que, em abril deste ano, barrou a tese da candidatura própria para Prefeitura de Manaus.

A medida acabou sepultando a pré-candidatura do deputado federal Francisco Praciano (PT). À época, Santana e Valtair defendiam o apoio à candidatura de Amazonino e se articulavam para emplacar o candidato a vice dele. Com o anúncio do prefeito de que não concorrerá à reeleição, e diante das exclusão da legenda da chapa majoritária que esta sendo montada por Braga e Omar, os dirigentes petistas reativam à tese da candidatura de dentro dos seus quadros. Em 2008, o PT lançou Praciano como candidato a prefeito de Manaus. Ele alcançou o 4º lugar no primeiro turno da eleição com 111.536 votos.

José Ricardo quer chapa majoritária

 O deputado estadual José Ricardo Wendling, o único petista a oficializar, na semana passada, a intenção de concorrer à Prefeitura de Manaus, disse ontem que a candidatura própria é o melhor caminho a ser seguido pelo partido. “É uma forma de fortalecer o partido. A candidatura majoritária ajuda a eleger os vereadores. Os votos de legenda aumentam e são somados para atingir o quociente eleitoral. Além disso dá a oportunidade de discutir políticas para a cidade. Não temos interesse de brigar com beltrano ou sicrano”, disse o parlamentar. José Ricardo confirmou sua presença na reunião com a direção nacional do PT. Ele faz parte do coletivo “Mensagem”, ao qual também pertence o deputado federal Francisco Praciano.

O parlamentar explicou que, em abril, a resolução aprovada deixou uma brecha para a candidatura própria, quando disse que o partido participaria da chapa majoritária. Ao ser questionado sobre o eventual apoio de Amazonino à sua candidatura, José Ricardo disse que não iria comentar esse assunto porque não participou de nenhuma reunião com dirigente do PT e PDT para tratar de alianças. “Não posso avaliar uma hipótese. Sou uma indicação de um coletivo que é minoritário no PT. Os grupos majoritários são os outros”, disse.