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Defensas da ponte Rio Negro estão sob análise da Marinha

Quatro, dos 12 dispositivos, de segurança passam por ajustes, o que, para a Marinha, não permite dar a bra como concluída 26/08/2012 às 12:53
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O capitão Paulo Cesar Machado diz que defensas são essenciais à navegação
Milton de Oliveira Manaus

Para a Marinha do Brasil, Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC), no Centro de Manaus, a ponte Rio negro ainda não está concluída. Dos 12 dispositivos de proteção dos pilares da construção, as chamadas defensas, quatro estão passando por ajustes e a expectativa da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM) é de que os trabalhos estejam prontos em 90 dias.

De acordo com o capitão dos portos Paulo Cesar Machado, as defensas fazem parte da obra da ponte e sem a instalação completa delas, não se pode dizer que a obra terminou. “Hoje, como alguns dispositivos de proteção da ponte estão instalados e ancorados e outros precisando ser ancorados no fundo rio, não podemos falar  em  obra  concluída”, explicou  o capitão, dizendo também que a navegação na área  está restrita.

Para o comandante, as defensas não estão passando por análises, mas o que está em questão é a obra completa. “Ao final da instalação dos dispositivos, nós vamos ver se o posicionamento das defensas atende às regras de navegação, se a sinalização é suficiente à circulação dos barcos de pequeno e grande porte, se foi instalada de forma correta, se a ancoragem está certa, entre outros”, disse Cesar Machado.

Ainda conforme o capitão dos portos, um documento será enviado ao Centro de Hidrografia da Marinha, localizado no Rio de Janeiro, para a aprovação final das obras da ponte. “Um dos papéis da Marinha é a segurança da navegação. Então, qualquer obra sobre, sob ou às margens da água tem de ser aprovada pela Marinha e outros órgãos. O caso da ponte é um exemplo. Ela tem de ter o ‘Nada a Opor’”, disse.

Para a SRMM, as quatro defensas que faltam para a conclusão da obra, estão “recebendo calibrações e ajustes técnicos”. Ainda conforme a secretaria, os navios com peso bruto acima de 2 mil toneladas só podem navegar pelo canal central da ponte com auxílio de rebocadores, devido à falta de conclusão de todos os dispositivos. “Com as defensas do canal central já  posicionadas, o que possibilita a navegação desacompanhada (sem auxílio de rebocadores),o tráfego deste tipo de embarcação na área está normalizado”, diz a nota.

Utilidade
Segundo a Marinha, as defensas são proteções para os pilares da ponte. Em caso de  colisões, os dispositivos de segurança, amorteceriam o impacto, evitando danos na estrutura. Na área de navegação, existem três canais de circulação, o maior deles no vão central.