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Defesa Civil faz balanço de atividades em 2012

A enchente que afetou as calhas dos rios Negro, Solimões, Purus, Japurá e Juruá afetou mais de 81 mil famílias no estado. Dos 62 municípios 53 decretaram Situação de Emergência e três Estado de Calamidade Pública 18/12/2012 às 10:28
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Foram instalados seis bombas de propulsão para o bombeamento das águas represadas e poluídas do esgoto doméstico e comercial do centro
ACrítica.com Manaus, Am

A Defesa Civil do Estado do Amazonas divulgou nesta terça-feira (18), um balanço sobre as atividades desempenhadas no ano de 2012. Mais de 250 mil famílias foram beneficiadas pelos serviços de ajuda humanitária, em decorrência de eventos naturais como a enchente e o período da estiagem.

A enchente que atingiu as calhas dos rios Negro, Solimões, Purus, Japurá e Juruá afetou mais de 81 mil famílias no Estado. Dos 62 municípios, 53 decretaram Situação de Emergência e três,Estado de Calamidade Pública. O Governo do Amazonas, por meio da Defesa Civil, atendeu aos ribeirinhos afetados com o Cartão Amazonas Solidário no valor de R$ 400 e ajuda humanitária.

No município do Careiro da Várzea, que decretou Estado de Calamidade Pública, duas balsas foram instaladas em duas comunidades e abrigou por um mês mais de 30 famílias em barracas de emergência doadas pela Defesa Civil, de total estrutura de moradia.

Cartão Amazonas Solidário

Outra ação da Defesa Civil foi o aporte financeiro do Cartão Amazonas Solidário, que destinou R$ 400 para cada família afetada pela enchente, com recursos oriundos do Governo do Amazonas e do Governo Federal. Ao todo foram mais de 82 mil famílias beneficiadas.

Recursos também foram destinados pelo Governo do Estado diretamente aos municípios mais afetados. Cada município da calha do Juruá (Envira, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Carauari, Itamarati, Juruá) recebeu R$ 100 mil e Boca do Acre, no Purus, foi contemplado com R$ 150 mil.

 Manaus

A enchente histórica também mudou o cenário na capital amazonense. Ruas do centro da cidade ficaram alagadas. O trânsito foi interrompido. Comerciantes mudaram a rotina e os feirantes da Manaus Moderna tiveram prejuízos.

Minimizar os impactos foi a ação da Defesa Civil do Amazonas, que na área central instalou seis bombas de propulsão para realizar o bombeamento das águas represadas e poluídas provenientes do esgoto doméstico e comercial do centro da cidade. O objetivo foi diminuir o odor e inibir a proliferação de doenças.

Em locais onde não foi possível instalar as bombas, a Defesa Civil do Amazonas, em parceria com a empresa Manaus Ambiental, lançou 10 toneladas de cal (óxido de cálcio) e em uma segunda ação realizou tratamento químico-biológico na água parada, por meio da biorremediação, que consiste na utilização de micro-organismos para a recuperação de áreas contaminadas e a biodegradação, processo de decomposição de matéria orgânica de efluentes.

A Defesa Civil do Estado realizou também na capital, uma mega operação de limpeza dos igarapés, em mais de 10 bairros da cidade. Além da retirada de lixo de áreas alagadas, passarelas, foram construídos rip raps e pontes de acesso. Kits de madeira também foram distribuídos aos moradores.