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Delegado pede prisão preventiva de prefeito de Tapauá, dessa vez, sob acusação de homicídio

No mesmo pedido, feito pelo delegado Fábio Martins Silva, hoje, são solicitadas as prisões de Elissandro Oliveira da Silva e Edivaldo Gomes da Silva, que já se encontram presos suspeitos de assassinar o secretário de Esportes do município, Paulo Jorge Vitorino da Mota, no último dia 17 25/01/2012 às 11:24
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O prefeito em exercício de Tapauá, Carlos Gonçalves, é pré-candidato à prefeitura nas eleições deste ano e diz que esse fato provocou os ataques contra ele
Ana Carolina Barbosa Manaus

Um novo pedido de prisão preventiva do prefeito em exercício de Tapauá (a 450 quilômetros de Manaus), Carlos Gonçalves da Silva, foi distribuído, nesta terça-feira (24/01), pela desembargadora plantonista Clara Maria dos Reis, e está, agora, nas mãos da relatora do processo, juíza Cleonice Fernandes de Menezes Trigueiro, a quem caberá a decisão. Ele é acusado de homicídio no processo.

No mesmo pedido, feito pelo delegado Fábio Martins Silva, hoje, são solicitadas as prisões de Elissandro Oliveira da Silva e Edivaldo Gomes da Silva, que já se encontram presos suspeitos de assassinar o secretário de Esportes do município, Paulo Jorge Vitorino da Mota, no último dia 17. Eles foram detidos na localidade na última semana. Embora a prisão do prefeito tenha sido pedida junto a dos suspeitos, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) não confirmou que Carlos Gonçalves seja suspeito de envolvimento no assassinato do secretário.

Conforme o despacho da desembargadora, por considerar não haver hipótese de “gerar risco de grave prejuízo ou de difícil reparação”, o pedido pode ser apreciado pelo relator do processo em expediente normal deste Poder, “visto que as atividades forenses estão no seu regular funcionamento.
Ante o exposto, determino a imediata distribuição destes autos, para que o relator sorteado aprecie a representação pela decretação de prisão preventiva com a profundidade que o caso exige”.

O prefeito em exercício de Tapauá, Carlos Gonçalves, esteve preso na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), em Manaus, entre os dias 31 de dezembro e 7 de janeiro acusado de tráfico de drogas. Dez dias após deixar o presídio, a polícia registrou a morte do secretário de esportes do município.

No último dia 19, ele declarou, em entrevista ao jornal A Crítica, ele declarou que o município, que vive uma crise política, já que teve o prefeito e o vice eleitos afastados do cargo, estava em paz e afirmou, mais uma vez, que a droga, a qual foi encontrada em um avião que seguiu de Manaus para a localidade e, segundo testemunhas, foi queimada com o aval do prefeito, não era dele e que o mesmo não sabia o destino da substância entorpecente.

A reportagem tentou contato com o prefeito, bem como com seu advogado, Jender de Melo Lobato, mas não obteve sucesso.