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Delegado pede prisão preventiva dos índios envolvidos na morte de três homens em Humaitá

Delegado Alexandre Alves pede que a prisão temporária dos cinco índios tenharins, envolvidos na morte de três homens na Terra Indígena Tenharim Marmelos, em Humaitá, seja transformada em prisão preventiva 27/02/2014 às 11:42
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Um dos corpos veio para Manaus
Jornal A Crítica ---

A Polícia Federal concluiu o inquérito que apurou a morte de três homens na Terra Indígena Tenharim Marmelos, em Humaitá (AM). O caso está agora com o procurador Edmilson da Costa Barreiros Júnior, do 2° ofício do Ministério Público Federal, de Manaus, que deverá decidir pela denúncia dos cinco índios tenharins presos acusados pelos crimes.

Tensão entre indígenas e população tem causado transtornos à região. No inquérito, o delegado Alexandre Alves, pede que a prisão temporária dos índios seja transformada em prisão preventiva.

O pedido foi feito por Alves ao juiz Márcio André Lopes Cavalcante, da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal de Manaus. Mas, segundo o advogado Carlos Terrinha Almeida de Souza, além da modificação na prisão dos índios, o delegado também pede a prisão de outros 25 índios, acusados de coparticipação nas mortes. A informação não foi confirmada pela Justiça Federal e nem por Alves, que alegou sigilo profissional.

Souza defende as famílias do professor Stef Pinheiro de Souza, 43 anos, do representante comercial Luciano Ferreira Freire, 30, e do técnico Aldeney Ribeiro Salvador, de 40, sequestrados e mortos em 16 de dezembro quando atravessavam a área indígena. Os corpos só foram encontrados numa vala no dia 3 de fevereiro, e enterrados, sob clima de protesto. A suspeita é (de) que os índios tenham matado os três homens em vingança pela morte do cacique Ivan Tenharim, após um acidente de motocicleta, em 3 de dezembro.