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Cotidiano
líder do DEM

Por causa do impeachment, Pauderney é agredido ao desembarcar em Manaus

Agressores criticavam a atuação do deputado no processo de impeachment. Entusiasta do afastamento de Dilma Rousseff, o político veio de Brasília e chegou a Manaus por volta das 11h30 13/05/2016 às 13:17 - Atualizado em 13/05/2016 às 19:42
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Foto: Ananda Borges/Câmara dos Deputados
Lúcio Pinheiro Manaus (AM)

O deputado-federal e líder do DEM Pauderney Avelino foi agredido na manhã desta sexta-feira (13), em Manaus, ao desembarcar no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Ao cruzar o portão de desembarque, o parlamentar foi xingado e agredido fisicamente por um grupo de manifestantes.

Um grupo formado por 15 pessoas, com faixas com as palavras “golpista”, foi cercando o deputado, ofendendo-o e gritando palavras de baixo calão, por conta de sua posição no Congresso e no processo de impeachment.

Entusiasta do afastamento de Dilma Rousseff (PT), o político veio de Brasília e chegou a Manaus por volta das 11h30. A assessoria de Pauderney informou que ainda não há identificação dos agressores, mas que o deputado levou o caso à Polícia Federal.

“Quando desembarquei e cheguei ao saguão, eles começaram a me perseguir, gritando que eram contra o meu voto pelo impeachment, me chamando de golpista”, declarou Avelino, que tem 61 anos. Segundo ele, os agressores são militantes do PT. “Fui hostilizado por um grupo de petistas no saguão do aeroporto”, afirmou o deputado federal.

Funcionários do aeroporto fizeram proteção ao deputado, para evitar nova agressão física. Um rapaz chegou a esfregar um cartaz no seu rosto. Quando outro cartaz foi jogado, os funcionários já faziam uma barreira e o escoltaram até seu carro.

Pauderney disse que oito pessoas, das que o cercaram e agrediram, vieram com ele no avião, de Brasília, e acredita que esse grupo se juntou a outro no aeroporto. O parlamentar apresentou nesta tarde mesmo queixa à Superintendência da Polícia Federal, contra os agressores.

“Os brasileiros são pacíficos e nada disso vai me intimidar. Vamos continuar firme na defesa da democracia e de um Brasil melhor”, disse o deputado, já em casa.