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Desmembramento de julgamentos dos réus do Mensalão gera discórdia

O início do julgamento dos 38 réus do Mensalão no Supremo Tribunal Federal começou com a discussão em torno do desmembramento do julgamento.  A proposta é para que o STF julgue apenas os três réus que tem mandato de deputados e o restante sejam julgados em seus tribunais de origem. 02/08/2012 às 17:14
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Plenário por detrás do volume de processos do caso considerado um dos maiores escândalos político do país
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O pedido para que haja o desmembramento do julgamento foi feito pelos advogados Márcio Thomaz Bastos, que faz a defesa do empresário do banco Rural, empresário José Roberto Salgado e pelo advogado Marcelo Leonardo e Sandra Maria Pires, que defendem, respectivamente Marcos Valério e José Genoino
Pela proposta destes advogados, o Supremo só julgaria os réus com foro privilegiado, no caso os três réus que tem mandato de deputados atualmente: João Paulo Cunha (PT), Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP). Os outros processos passariam para a responsalidade dos tribunais de origem.
O clima se tornou tenso, porque o procurador-geral da República , Roberto Gurgel voltou contra  o desmembramento. Da mesma forma o relator do caso, Joaquim Barbosa.
O revisor do processo Ricardo Lewandoski foi a favor do desmembramento, causando mal-estar a Joaquim Barbosa e gerando um bate-boca entre os dois ministros.
Julgamento histórico
O "Caso Mensalão" como ficou conhecido o escândalo que consistia em oferecer R$ 30 mil para deputados aliados votarem a favor dos projeto do Governo Federal é histórico pelo volume de páginas e pelo tempo que deve levar o julgamento. O STF ficará concentrado no caso por quase todo o mês de agosto, de acordo com calendário divulgado à imprensa.
O escândalo veio à tona por  meio da denúncia feita pelo então deputado federal Roberto Jefrerson (PTB-RJ) ao jornal " Folha de São Paulo", publicada em 6 de junho de 2005, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da SIlva.     

Com informações do Uol