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Diabetes registra média de 6,4 mil casos novos por ano em Manaus

A pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico”, feita no ano passado, aponta crescimento nos casos 14/11/2012 às 10:18
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Prática de exercícios físicos pode mudar status da doença sem precisar do uso de remédios, segundo especialista
CAROLINA SILVA ---

Aproximadamente 87,3 mil pessoas, em Manaus, são acompanhadas pelo Programa de Hipertensão e Diabetes na rede municipal de saúde. Desse total, 25 mil são diabéticas. A estimativa é de que em 2012 sejam confirmados mais 6,4 mil novos casos da doença na capital. Portanto, no Dia Mundial de Combate ao Diabetes, celebrado nesta quarta-feira (14), o alerta é para a prevenção.

O Ministério da Saúde divulgou, este ano, dados da pesquisa “Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico”, feita no ano passado, e revelou que a tendência de diabetes está crescendo no Brasil.

“Se em Manaus as pessoas continuarem não se prevenindo com uma alimentação saudável e com a prática de atividade física, por exemplo, vamos continuar com essa média de 6,4 mil casos, por ano”, alertou Elessandra Sicsu, responsável técnica do Programa Hipertensão e Diabetes da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

De acordo com Elessandra, o Ministério da Saúde aponta que pelo menos 13% da população de Manaus tem diabetes, mas desconhece. “Essa é uma doença silenciosa. A maioria das pessoas que fazem parte do programa de diabetes da rede municipal procurou orientação médica depois que passou mal e aí iniciou o tratamento”, disse. A enfermeira explica ainda que a Secretaria Municipal de Saúde vai dar início ao rastreamento dessa população na capital.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, o número de internações por  diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou em 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 hospitalizações para 145.869.

Desequilíbrio

O diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células do corpo devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2).

Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue. “Geralmente, a partir dos 45 anos já é uma faixa etária de risco. Mas existem outros fatores como a obesidade, histórico da doença na família, hipertensão e níveis elevados de colesterol (gordura no sangue)”, disse o médico Mauro Magaldi.

A principal característica do diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue) que pode se manifestar por sintomas como excesso de urina, excesso de sede, perda de peso, excesso de fome e visão turva. “Esses são os sintomas do tipo 1 da doença. O tipo 2 do diabetes, na maioria dos casos, costuma ser silencioso e por isso a pessoa não sabe que tem a doença, se não costuma fazer exames de rotina”, alertou. Não existe cura, mas sim, controle.