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Dificuldade de acesso à arquivos públicos atrapalha pesquisas em Manaus

Amazonenses têm na má conservação de documentos históricos e difícil acesso às obras os maiores obstáculos à pesquisa 07/12/2012 às 09:27
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O jornalista Wilson Reis e o professor Hideraldo Costa estão à frente da programação do 1º Encontro Estadual de História
Florêncio Mesquita ---

O acesso à informação de arquivos públicos é a principal dificuldade de pesquisadores, alunos e professores de história do Amazonas para realizar estudos. Alunos que trabalham durante o dia e estudam à noite, por exemplo, não têm acesso ao Arquivo Público do Estado, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, e ao da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que fecha durante à noite.

O arquivo do Estado é administrado pela Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead) e existe desde 1897.

Segundo o coordenador do curso de História da Ufam, Hideraldo Costa, o arquivo estadual tem documentos que foram copiados e reimpressos e outros que são manuscritos. Segundo ele, a documentação manuscrita apresenta estado precário de conservação.

“É urgente que o Estado do Amazonas e o próprio arquivo público reivindiquem um processo de intervenção para conservação e disponibilização dos documentos. Uma das reivindicações dos historiadores é a criação de uma política de preservação dessa documentação que é a memória oficial do Estado do Amazonas. Não é briga de historiadores. Queremos que o próprio Estado conheça a sua memória”, disse.

O assunto abordado por Hideraldo é um dos vários que serão discutidos no 1º Encontro Estadual da Associação Nacional de História (ANPUH), seção Amazonas, que será realizado de 10 a 13 deste mês, em Manaus.

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