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Docentes da Ufam realizam nova assembleia na sexta-feira

A greve que dura 107 já se iguala ao tempo da segunda maior pralisação da história da instituição. Os docentes permanecem parados por não aceitarem as propostas feitas pelo governo Federal, consideradas insatisfatórias pela categoria. 30/08/2012 às 17:22
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Manifestação dos grevistas em frente ao campus da Ufam
acritica.com Manaus (AM)

Os professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em greve por tempo indeterminado, realizam nova rodada de Assembleia Geral na sexta-feira (31), quando o movimento paredista completa 107 dias.

A reunião será na sede da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), no Campus Universitário, a partir das 15h. Na ocasião, o Comando Local de Greve (CLG) irá abordar sobre os prejuízos à carreira docente, contidos na proposta apresentada pelo governo federal à categoria.

“Essa proposta do governo é pior do que o plano de carreira de hoje, traz mais prejuízos, destrói a carreira do professor, pois fere a autonomia universitária”, afirmou o coordenador do CLG e presidente da Adua, Antônio Neto, acrescentando que o momento será de avaliação política dos rumos da paralisação, que deve superar o recorde de 110 dias de greve, marcado pelo movimento paredista de 2001.

A assembleia ocorre na data definida pela presidente Dilma Rousseff para que os servidores encerrem as greves dos servidores federais. “Essa é uma data do governo e não nossa”, afirmou o presidente da Adua.

Devido à truculência do governo federal de “cortar o ponto” dos servidores paralisados, algumas categoriais anunciaram a saída da greve, mas os
docentes mantêm o movimento.

A reitora da Ufam, Márcia Perales, garantiu que os professores não sofrerão “corte no ponto” como impôs no Comunicado Geral do Ministério do Planejamento, enviado no dia 13 de agosto.

“Após realizar uma reunião com o Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior), a reitora se reuniu com o CLG para informar que não há perigo de ocorrer ‘corte no ponto’ dos professores em greve”, afirmou Antônio Neto.

Manifestação

Um ato simbólico promovido pelo CLG ocorreu na manhã desta quinta-feira (30). Vestidos de preto para simbolizar o luto pela Educação, cerca de 150 docentes distribuíram panfletos e encobriram a totem com o símbolo da Ufam, como uma forma de protestar contra o descaso do Governo Federal diante das reivindicações dos professores.