Publicidade
Cotidiano
INVESTIMENTOS

Economista e mestre em finanças explica como investir no cenário econômico atual

Segundo Fábio Calderaro, dois pontos básicos devem ser levados em conta: analisar o cenário e observar se os juros vão cair 12/11/2017 às 14:25 - Atualizado em 12/11/2017 às 17:23
Show f bio
D&L Investimentos e a corretora Ágora oferecem a palestra do economista Fábio Calderaro em Manaus (Foto: Antonio Lima)
Rebeca Mota Manaus (AM)

A escolha da melhor estratégia de investimento deve envolver dois pontos básicos: analisar o cenário interno e externo e observar se os juros vão cair. É o que sugere o economista Fábio Calderaro em palestra sobre o “Cenário Econômico e Estratégias de Investimento” que ocorreu na última semana no Hotel Quality promovido pela D&L Investimentos e a corretora Ágora. 

O economista dá um diagnóstico de como o cenário econômico está hoje e orienta conhecer a fundo as mudanças na economia mundial e o que elas representam para as decisões de investidores.

“Nós tivemos uma melhora no cenário econômico, passamos por 11 trimestres de recessão. Temos uma melhora agora no cenário doméstico, principalmente no consumo, é uma retomada de confiança para o consumidor, não sabemos ainda se essa melhora é apenas cíclica ou estrutural de longo prazo. Para que seja de longo de prazo precisamos resolver alguns problemas internos como basicamente continuar com as reformas estruturais que já começaram, mas se isso acontecer realmente, nós abrimos um espaço maior do cenário de queda de juros o que provavelmente vai nos colocar num ciclo de prosperidade que ainda não conhecemos”, ressalta. 

Ele aconselha a população a antecipar quanto aos investimentos. “Antes, quando nós tínhamos juros elevados na ordem de 14,25 estávamos ganhando instrumentos mais seguros de 1% ao mês com renda fixa. Mas esse cenário mudou. Então diante desse contexto, precisamos saber se podemos correr mais risco e procurar ativos com prêmios de riscos maiores, como ações na bolsa, fundo de investimentos múltiplus e outros”.

Fábio explica que uma carteira de investimentos é geralmente composta de renda fixa e renda variável. O porcentual de renda fixa é maior pelo grau de risco menor. 

“Quando nós temos um cenário de juros decrescente os instrumentos de renda fixa ficam proporcionalmente menos atrativos, então temos que aumentar a exposição ao risco de renda variável, além disso, procurar ações que pagam os dividendos, ações de empresas sólidas. Com o cenário de juros decrescente as empresas diminuem as alavancagem delas e com isso tem um resultado operacional melhor”, explica.

O proprietário da D&L Investimentos, Leonardo Lobo, uma das organizadoras da palestra, conta que é importante não ter só uma visão nacional, mas de um mundo das questões macro e microeconomias.

“O mercado hoje movimenta com muita velocidade. Mês passado tinha uma cara, hoje temos outra, precisa entender o dinamismo do mercado financeiro e isso não afeta só os produtos, mas os clientes e as suas necessidades de investimentos, seus sonhos e patrimônio familiar”, diz.

Duas perguntas

1) Há perspectiva que a economia brasileira melhore para o próximo semestre?
Nós teremos uma melhoria na economia em 2018 se nós elegermos um presidente que continue com a agenda das reformas macro e microeconômicas, pois precisamos urgentemente diminuir o custo do Brasil, para que possamos reduzir os juros e ter um ciclo econômico de alavancada ao longo prazo. 

2) Quais os aspectos devem ser analisados ao buscar um novo investimento?
Devemos analisar como está o cenário externo e interno e se os juros vão cair. Os juros são determinantes nas escolhas dos investimentos. Caso tivermos juros em elevação procuramos instrumentos de renda fixa, mas se os juros estão caindo procuramos aumentar a exposição ao risco com instrumentos de renda variável como ações, investimentos imobiliários, fundo multimercados, fundo multi