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E a promessa de ter um time na Série A? (Especial Copa do Mundo em Manaus – Parte 5)

Quando Manaus foi escolhida para ser sede da Copa, houve a garantia de que teríamos um time entre os melhores do País 09/02/2014 às 17:50
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Ausência histórica do Amazonas na elite do futebol brasileiro sempre foi criticada pelos amantes do esporte
Ana Celia Ossame, Carolina Silva e Gerson Severo Dantas Manaus (AM)

Confira agora a quinta parte do especial de A CRÍTICA sobre a realização da Copa do Mundo em Manaus.

Não deixe de conferir também as outras partes:

Copa do Mundo em Manaus: terá valido a pena? (Parte 1): http://acritica.uol.com.br/noticias/Copa-Mundo-Manaus-valido-Especial_0_1081691834.html

O que ainda dá pra fazer? (Parte 2): http://acritica.uol.com.br/noticias/pra-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691838.html

Legado, qual legado ficará? (Parte 3): http://acritica.uol.com.br/noticias/Legado-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691839.html

As promessas esquecidas (Parte 4): http://acritica.uol.com.br/noticias/esquecidas-Especial-Copa-Mundo-Manaus_0_1081691840.html

Série A ou B

Fabrício Lima – Secretário Municipal de Esportes

“Uma das promessas era mesmo ter um time local numa Série C, Série B, onde o São Raimundo já esteve, mas não foi possível nestes anos desde que conquistamos o direito de sediar os jogos da Copa do Mundo. Agora é um sonho possível e eu penso que logo, logo teremos um time lá. O Nacional este ano fez uma belíssima campanha, bateu na trave, mostrou força na Copa do Brasil ganhando de grandes times, eliminou o Coritiba, que é um clube grande do Paraná e está na Série A, caiu para o Vasco de maneira digna e todos nós vimos o esforço. O Princesa do Solimões também bateu na trave, o América, do professor Amadeu (Teixeira), onde eu joguei de cabeça de área, time para o qual torço, foi eliminado no tapetão, então não é um sonho impossível chegarmos lá. O São Raimundo conseguiu chegar lá, mas ai o problema foi se manter. Assim, eu não tenho dúvidas de que um clube do nosso Estado estará em breve melhor colocado no Campeonato Brasileiro. A Copa trouxe muitas coisas boas que os clubes poderão usufruir, temos um estádio, a Colina, para 10 mil pessoas, um estádio no Coroado para cinco mil pessoas, temos a nossa Arena, onde nossos times poderão mandar seus jogos e não sofrer o que vimos neste ano com o Nacional e Vasco no Sesi, que atende o nosso futebol de maneira muito simples”.

O Porto

Robério Braga – Secretário estadual de Cultura

“Uma das tentativas que eu sei da prefeitura foi de conseguir trazer navios de cruzeiro para servir e hotel durante a Copa, mas esbarrava sempre na questão portuária. Há uma desqualificação exagerada na área do porto, que é de responsabilidade de proprietários privados e a contribuição de longo tempo do ambulante na Praça da matriz, praça da antiga prefeitura, a região portuária é região que sofre muito, mas tem merecido intervenções mais hercúleas seja da iniciativa privada ou do poder público. Como o porto aqui é uma questão federal e privada, nem o município nem o estado conseguiram fazer alguma ação ali. Se houvesse uma mobilização de imprensa para despertar o interesse dos proprietários para pelo menos minorar os impactos, o porto vai fazer muito falta principalmente para uma cidade que deveria ser aberta para o rio”.

Centro

Roberto Moita – Diretor-presidente do Implurb

“A cidade precisa resolver o problema do Centro quem sempre fez isso muito bem foram as cidades históricas, mas nos últimos anos, vinte anos, as cidades do Leste Europeu fizeram o dever de casa direitinho, valorizando o espaço e ocupando o espaço, porque é importante que as pessoas vivam, morem no Centro. São as pessoas que deixam o espaço vivo, mas aqui as pessoas saíram de lá gradativamente e ele foi ocupado por outras forças”.

Campanha

Robério Braga – Secretário estadual de Cultura

“Não há um esforço coletivo para darmos uma nova cara a cidade, que é depauperada pelo tempo em seus espaços tradicionais, mas com algumas ilhas recuperadas. Que o governo e a prefeitura fazem um esforço descomunal para ganhar tempo, mas é preciso que a sociedade se mobilize, por exemplo, colocando bandeiras do Brasil nas janelas das casas, pintem as casas e calçadas de verde e amarelo. Por que não um concurso de embandeiramento das ruas, coisas que a comunidade pode fazer já que a cidade é responsabilidade de cada um. Há 40 anos, as pesquisas realizadas com turistas apontam como principal deficiência de Manaus a limpeza pública, a questão do transporte coletivo e nas últimas quatro pesquisas, apareceu a indicação sobre a impossibilidade de circulação de pedestre, porque qualquer lugar de clima tropical como nosso turista quer andar a pé nas ruas, nas calçadas, neste particular Manaus é uma cidade proibitiva. Ou isso acaba agora ou nunca mais”.