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Cotidiano
Entrevista

'Para escrever uma nova história é preciso pagar o preço da coerência', diz Chico Preto

Pré-candidato à Prefeitura de Manaus pelo PMN, Chico Preto afirma que, entre suas primeiras medidas à frente do Executivo Municipal estaria o enxugamento da máquina administrativa em até 20% 07/05/2016 às 14:08 - Atualizado em 09/05/2016 às 18:51
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Chico Preto é pré-candidato pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN) / Foto: Arquivo AC
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Confirmado como pré-candidato pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN), Chico Preto aceitou o desafio de se lançar numa eleição que promete ser a mais numerosa na quantidade de candidatos. Entretanto, ele afirma em entrevista estar preparado para enfrentar os grandes grupos políticos da capital: “Queremos escrever uma nova história”, declarou o político.

 O senhor está sem mandato atualmente. Isso pode atrapalhar na campanha?

A tribuna tem um apelo natural pros meios de comunicação. É uma referência. Na ausência da tribuna, existem as redes sociais, os segmentos da sociedade civil organizada, a exposição de corpo presente offline, ou seja, buscar os segmentos que são mais organizados para  começar a apresentar as razões pelas quais decidiu a pré-candidatura. Então você mostra esse conjunto de ideias.

O que é prioridade no seu conjunto de ideias?

Temos um conjunto de cinco decisões que precisam ser tomadas em 100 dias. Uma delas  é enxugar a máquina. Nesse enxugamento, temos uma linha de corte que é de 20%. Então de 21 secretarias, dá pra trabalhar com 17%, de 2.200 cargos comissionados dá pra trabalhar com 1.700, nesse caso mudando os parâmetros de indicação. Outra providência será rever os contratos de concessão da prefeitura: água, lixo, transporte coletivo e iluminação pública. . Existem injustiças como por exemplo no contrato da Manaus Ambiental, que até hoje cobra esgoto sanitário mesmo onde ela não presta serviço, porque o contrato permite, mas ninguém vê o contrato. Também é preciso rever os contratos de custeio da prefeitura, restabelecer a transparência e apresentar e implementa o programa Empreender. Será um novo cenário desburocratizado, com menos tributos, para as micro e pequenas empresas. Nesse cenário de crise, entendemos que a gente não tem que ficar chorando, mas sim vender lenço e apontar caminhos para a população.

Com o financiamento privado de campanha extinto, a militância política ganha mais força, no entanto, o seu partido PMN tem um número pequeno comparado aos grandes grupos políticos. Como o senhor pretende driblar isso?

É discutir com transparência com todos aqueles partidos que nós nos sentíamos distantes e a gente também tem sido procurado por outros partidos. A gente se vê distante hoje dos eixos de poder, a gente não tem proximidade. Estamos distantes da figura do Artur, do Melo, do Braga, do Omar, então a gente trilha um caminho mais difícil. Para escrever uma nova história pra Manaus a gente precisa pagar o preço da coerência. É preciso ter até um certo desapego ao poder, porque quando você está apegado ao poder você pega atalhos, você diz uma coisa e faz outra. Vamos fazer aquilo que a boa política prega, que é discutir ideias, levar esperança, mostrar que dá pra fazer.

O senhor já teve relação com os grandes grupos políticos que estão no poder. Como o senhor pretende provar a diferença em relação aos demais?

Parte da minha história foi escrita próximo ao grupo do Braga e do Omar. O tempo mostra essa diferença. Em 2014 eu disputei o governo do Estado e saí do partido que estava o Omar. Estou no PMN desde lá. As minhas atitudes mais que as minhas palavras vêm mostrando isso. Esse distanciamento, essa postura crítica, a postura de quem realmente quer escrever uma nova história. Dentro do sistema político que a gente tem, é muito difícil caminhar distante dos grupos de poder, mas é muito mais coerente pra quem quer seguir diferente. A partir deles, do Omar, do Braga, do Alfredo, do Melo, não se escreve uma nova história. É uma história que já foi contada.

Outros nomes figuraram como possíveis pré-candidatos pelo PMN. Por que o seu foi o escolhido?

Até o fim do ano passado tínhamos outros nomes, mas aí houve entendimento de que como nós tínhamos um partido pequeno, precisávamos acelerar as coisas pra fazer o que estamos fazendo hoje. Nós somos o primeiro partido a apresentar ideias e disposto a debater essas ideias. Os demais ainda estão no jogo de poder mesquinho, um atacando o outro e dizendo que o outro não presta. A gente já está discutindo. Somos um partido pequeno, reconhecemos, mas as nossas ideias são do tamanho da nossa ousadia.