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Cotidiano
política

Eduardo Braga deixa o Ministério de Minas e Energia após cerca de 1 ano e 3 meses

Braga deve se pronunciar até o final desta tarde pela sua página na rede social Facebook. Agora, ele deve voltar ao Senado, onde ocupa cadeira desde as eleições de 2010, no lugar de sua esposa e suplente Sandra Braga (PMDB-AM). 20/04/2016 às 12:39 - Atualizado em 20/04/2016 às 18:15
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A saída ocorre após a maioria de seu partido, antes principal aliado do Governo PT e hoje principal opositor, votar "sim" pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (Foto: Arquivo AC/Euzivaldo Queiroz)
acritica.com Manaus (AM)

Eduardo Braga (PMDB-AM), que servia como titular do Ministério de Minas e Energia (MME) desde o dia 1º de janeiro de 2015, quando tomou posse pelo Governo Dilma, anunciou nesta quarta-feira (20) que deixa o cargo.

As notícias de sua saída da pasta já circulam desde esta segunda-feira (18), mas Braga chegou a declarar que atendia um pedido pessoal de Dilma para permanecer no cargo. Só ao longo desta quarta-feira que a mudança deve ser confirmada oficialmente. 

Agora, ele deve voltar ao Senado, onde ocupa cadeira desde as eleições de 2012, no lugar de sua esposa e suplente Sandra Braga (PMDB-AM), que o substituia enquanto ele estava à frente do MME.

Braga deve se pronunciar até o final desta tarde pela sua página na rede social Facebook. A saída ocorre após a maioria de seu partido, antes principal aliado do Governo PT e hoje principal opositor, votar "sim" pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A postagem mais recente no seu canal começa com a mensagem "São nos momentos de dificuldades que podemos demonstrar nossa disposição para o trabalho e capacidade de transformar obstáculos em oportunidades", e fala da implementação de um projeto pioneiro de energia de captação solar na Hidrelétrica de Balbina.

Como ministro, Braga foi criticado principalmente pelos amazonenses por ter concedido reajuste de 39% na conta de luz elétrica, ainda em outubro de 2015, o que representou a terceira subida num período menor do que um ano. A Aneel chegou a informar que os encargos setoriais, com índice de 10,54% e o custo da energia a 24,11%, foram os principais fatores que levaram ao reajuste tarifário proposto pela Eletrobras Amazonas.

Ainda no posto, ele travou uma espécie de "terceiro turno" com o governador José Melo, que venceu a disputa nas eleições de 2014 contra Braga, com 55,5% do total de votos. O embate jurídica durou mais de um ano e resultou na cassação do mandato de Melo e de seu vice - que agora aguardam posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enquanto permanecem nos cargos. Braga já disse que assumirá o Governo Estadual caso ganhe o processo.

Ainda à frente do MME, no dia 30 de janeiro de 2016 Braga foi citado pelo colunista de ‘O Globo’ Lauro Jardim, na notícia de que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, havisa asssinado acordo de delação premiada de 11 executivos da empreiteira Andrade Gutierrez. O conteúdo, ainda segundo Jardim, implica diretamente “gente graúda da política", entre eles Eduardo Braga.