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Efeitos da Cheia: Comércio do AM fecha o mês no vermelho

Movimento nas lojas do Centro, afetadas pela cheia, caiu 70%, segundo lojistas, que estimam melhora só a partir de julho 21/06/2012 às 08:03
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Lixo e entulho ficam acumulados em frente às lojas neste período de vazante
Renata Magnenti Manaus

Comerciantes instalados na área da Manaus Moderna fecharão o mês de junho no vermelho devido à queda nas vendas decorrente da cheia histórica que atingiu Manaus. A previsão, segundo eles, é que a situação  melhore a partir do dia 5 de julho. Até lá, continuarão amargando prejuízos.

Jorge Luis Amado Batista, que tem uma loja de itens para pesca, na Rua Barão de São Domingos ainda não conseguiu calcular o prejuízo desta cheia. Ele afirma que já gastou R$ 5 mil para fazer uma espécie de sótão no fundo das lojas, mas há itens pequenos que acabam caindo debaixo da maromba e “indo para o fundo”.

Para cortar gastos, Jorge Luis, deu férias para três dos cinco funcionários, que só retornam na primeira quinzena de julho. Na avaliação do empresário, o movimento caiu cerca de 70% e será inevitável não fechar no vermelho e recuperar o que se deixou de vender.

Na Casa Yiarapuru,  de acordo com o gerente, André Luis, o mês deve encerrar negativo em até 80% em relação com os meses do primeiro quadrimestre do ano. “E não há algo que possamos fazer. Nossos clientes do interior ainda não estão comprando, não há movimento de clientes. Agora que as pessoas estão começando a circular na Barão de São Domingos”, informou. Diariamente, o faturamento da loja chegava a R$ 3 mil por dia, mas hoje não ultrapassa os R$ 450. André estima que a situação se normalize a partir do dia 5 de julho.

Na Rua dos Barés, a situação é ainda pior. O mau cheiro tomou conta das lojas de estivas, sendo mais um agravante que afasta os clientes. O comerciante Nilton Silveira, disse que já acumula perda de 100% e que há semanas não tem vendido nada para clientela fiel no interior do Estado, como de Anamã, Coari e Tefé. “Reduzi minhas compras de mercadorias em 50% e não sei quando as coisas vão melhorar”, disse.

O empresário Altair Peres, que tem comércio vizinho à loja de Nilton, disse que também fechará o mês no vermelho, assim como em maio. “Acredito que as coisas melhorem no próximo mês, pois o nível do rio está baixando”. Ele lembra que na última cheia histórica, registrada em 2009, o prejuízo, apesar de grande, foi contornado logo. “Em 2009, a água não invadiu minha loja. Este ano o nível da água bateu os 30 cm”.

ICMS
Os empresários informaram que em nenhum momento receberam auxílio público e criticaram a prorrogação do pagamento do ICMS proposto pelo governo do Estado. “O bom seria que isentasse. Não estamos vendendo nada e nos sugere que acumulemos impostos”, debateu Nilton da Silva.

Adesão
Apenas 30 lojistas afetados pela cheia aderiram à prorrogação do pagamento do ICMS, sugerido pelo governador Omar Aziz. O benefício atinge também comerciantes do interior do Estado que foram ainda mais afetados pela cheia.