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Eleitores norte-americanos que vivem no Brasil votam a distância e podem fazer a diferença

Eleição americana que acontece nesta terça-feira, 6,  tem uma disputa apertada que pode ser decidida por poucos votos, entre eles,  os dos eleitores que moram no exterior 06/11/2012 às 15:43
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Obama x Mitt Romney. Eleitores americanos que vivem no Brasil estão atentos e se preparam para acompanhar, logo mais, a apuração do pleito
Vitor Abdala/ Agência Brasil Rio de Janeiro

Mesmo morando a milhares de quilômetros de suas seções eleitorais, vários eleitores norte-americanos que vivem no Brasil vão ajudar na escolha do próximo presidente dos Estados Unidos. A eleição ocorre nesta terça-feira (6), mas os eleitores, mesmo no exterior, já enviaram seus votos por correio ou e-mail, opções disponibilizadas pelos Estados Unidos.

Em uma corrida presidencial apertada como a deste ano, que poderá ser decidida por poucos votos, eleitores que moram no exterior podem fazer a diferença. É no que acredita a escritora e jornalista Julia Michaels, que vive no Brasil há 31 anos e não votava nas eleições americanas há alguns anos. Desta vez, ela considera que seu voto pode ser decisivo na escolha do próximo presidente.

“Confesso que, há quatro anos eu não votei, porque eu sou de Massachusetts e, em 2008, todo mundo me dizia que o Obama [Barack Obama, atual presidente] ia ganhar de qualquer jeito por lá. Foi uma eleição histórica e eu queria ter participado. Foi uma preguiça da minha parte. Mas, nesta, eu acho importante votar, porque a eleição está apertada”, disse.

Julia diz que vai acompanhar a apuração na noite de hoje junto com amigos americanos. “Como a eleição vai ser muito apertada, devemos ficar acompanhando até tarde da noite”, disse. Segundo ela, muitos de seus compatriotas devem assistir à apuração em um bar da zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

A jornalista disse que pediu sua cédula eletrônica por e-mail para a comissão eleitoral de seu condado, no estado de Massachusetts, há cerca de três semanas, e devolveu a cédula por e-mail mesmo. Além de presidente, Julia está ajudando a eleger servidores locais e a responder a perguntas de interesse de sua cidade. “Sinto uma certa responsabilidade [em participar dessas escolhas], porque apesar de morar no Brasil há tantos anos, ainda pago Imposto de Renda lá”, disse.

Moradora do Morro da Babilônia, na zona sul da cidade do Rio, a pesquisadora da Universidade de Yale Catherine Osborn vive no país já apenas dois meses e meio. Há cerca de um mês, solicitou sua cédula de votação para a comissão eleitoral do condado de Travis, no estado do Texas.

Apesar de ter recebido a cédula por e-mail, as autoridades eleitorais locais exigem que ela seja impressa e enviada de volta por correio. “Estou no Brasil há pouco tempo, então não sabia como funcionavam os Correios aqui. A primeira vez que usei os Correios foi para enviar a cédula. Mandei para a minha mãe, nos Estados Unidos, e ela encaminhou o voto [para a comissão eleitoral] para mim”, disse.

Catherine conta que ela sempre se envolveu na política partidária americana e acredita que é muito importante votar. “Eu sou muito patriota, então a ideia de não votar era horrível, inimaginável. É muito importante votar. É seu dever como cidadão. Cada voto conta”, disse. Em sua cidade, além de presidente, os eleitores vão decidir sobre questões referentes ao orçamento local, além de escolher autoridades do município e deputados federais.

Em entrevista à Agência Brasil em outubro, a vice-cônsul dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Ana Adler, disse que a mobilização da comunidade norte-americana no estado para as eleições deste ano foi a maior dos últimos 20 anos.