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Cotidiano
'CAMPANHA'

Em Manaus, João Amôedo diz que cortar privilégios de políticos é a prioridade

Pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, ele disse que reformas devem ser feitas após classe política 'fazer o dever de casa' e cortar seus próprios gastos 08/03/2018 às 15:02 - Atualizado em 08/03/2018 às 15:32
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(Foto: Márcio Silva)
Dante Graça Manaus (AM)

Pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, o economista e engenheiro João Amoedo afirmou, em entrevista ao Portal A Crítica, que é preciso reduzir os privilégios dos políticos para, após isso, proceder as reformas econômicas necessárias para tirar o Brasil da crise.

Amoedo esteve em Manaus durante uma série de compromissos no Norte do País. Antes da capital amazonense ele esteve em Belém (PA) e seguiu, no início da tarde, para Boa Vista (RR). 

"O Estado nos cobra muitos impostos e devolve muito pouco em troca. É isso que a gente quer mudar. E o início disso é fazer o dever dentro de casa. O político do Novo vai começar dando exemplo, cortando custos e cortando privilégios", afirmou ele, citando que só a Presidência da República custa R$ 560 mil por ano. "Não faz sentido isso".

O pré-candidato, que consolidou sua carreira no mercado financeiro antes de iniciar na vida política como um dos fundadores do Novo,  defendeu que após esse corte de benefícios aos políticos é possível pensar na Reforma da Previdência e em outras necessárias. "É natural que tenha tido uma reação à Reforma da Previdência. O povo olha e vê que quem está lá no poder não está perdendo nada, não tiram nenhum benefício".

"Existe um descompasso entre os salários e benefícios da área pública com os da área privada.  Isso precisa ser mudado. As contas não fecham. E quanto mais cedo mexermos nisso, menos vamos prejudicar a população", sustentou ele, defendendo também uma reforma fiscal "para que as coisas sejam mais simples, tenhamos uma menor carga tributária e as pessoas tenham mais dinheiro no bolso".

Anseios do Amazonas

Na passagem pelo Amazonas, João Amoedo participou de encontros com estudantes e também de um jantar com empresários.  Ele sustentou que é possível manter os interesses econômicos nacionais sem causar qualquer prejuízo à Zona Franca de Manaus. "Gosto da ideia de devolver poder aos Estados e aos municípios. Hoje o Amazonas é um dos oito Estados do País e o único do Norte que mais transfere recursos para Brasília do que recebe de lá e a impressão de quem não tem acesso aos números é o contrário".

Além do problema logístico (https://www.acritica.com/channels/cotidiano/news/iniciativa-privada-e-solucao-para-problemas-de-logistica-do-am-diz-pre-candidato-a-presidencia)  para escoar a produção do Amazonas, Amoedo ressaltou que também ouviu dos empresários uma maior necessidade de investimento em inovação.  "Alguns produtos fabricados aqui estão sendo substituídos pelo celular.  Eles (empresários) têm esse desafio e ainda há muita burocracia no Brasil, a quantidade de legislação que a gente tem, que impede quem quer empreender. Esse é um dos motivos pelos quais temos uma grande quantidade de desempregados no Brasil".

Sem ansiedade com as pesquisas

Apesar de já estar rodando o País e potencializando suas divulgações nas redes sociais - só no Facebook são mais de 430 mil seguidores - , João Amoedo ainda aparece timidamente nas pesquisas. Na última realizada pelo Datafolha, em janeiro, ele apareceu com 1% das intenções de voto. Na da CNT/MDA,divulgada há dois dias, ele sequer aparece. Nada que assuste o presidenciável.

"O cenário ainda está muito em aberto, as pessoas ainda não estão colocando isso como sua prioridade, então os primeiros nomes são os mais conhecidos. Em abril, com o prazo limite pra filiação, vamos ter um quadro mais claro. Temos que ver quem sairá no lugar do Lula, como fica a situação do PT, então é prematuro julgar em cima do que tem aí. A única certeza é que as pessoas estão sedentas por mudanças e renovação".  

VEJA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA

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