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Em nota, Dilma lamenta morte do jornalista Joelmir Beting

Em nota , a presidenta diz que Joelmir Beting  foi um mestre em uma das missões primordiais do jornalismo: a de explicar as notícias mais complexas de uma forma simples, nunca simplória 29/11/2012 às 15:05
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Joelmir Beting tinha mais de 50 anos de jornalismo
Danilo Macedo e Yara Aquino/Agência Brasil Brasília

A morte do jornalista Joelmir Beting foi lamentada nesta quinta-feira  (29) pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e por ministros. Joelmir Beting estava internado desde o dia 22 de outubro no Hospital Albert Einstein e morreu nesta madrugada, aos 75 anos. No último domingo, ele sofreu um acidente encefálico hemorrágico.

“O jornalista Joelmir Beting foi um mestre em uma das missões primordiais do jornalismo: a de explicar as notícias mais complexas de uma forma simples, nunca simplória. Beting aliava um conhecimento profundo da economia brasileira com uma comunicação didática. Usava comparações de uso corrente para fazer com que todo brasileiro pudesse compreender e formar sua própria opinião sobre os fatos”, disse Dilma, em nota.

A presidenta também disse que Beting “abriu caminhos para um jornalismo econômico sob o ponto de vista do cidadão, não de autoridades, nem de corporações”, e se solidarizou com os parentes e amigos do jornalista.

A ministra da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, disse que Joelmir Beting foi um de seus mestres na carreira de jornalista. “A sociedade perde hoje aquele que soube, como nenhum outro, falar de economia de um jeito que todos entendiam. Três qualidades se destacaram na vida de Joelmir: credibilidade, seriedade e simplicidade”, declarou em nota. Ela lembrou ainda que o jornalista foi pioneiro em ter uma coluna em jornal, falando de economia de forma simples e didática e em levar essa maneira de explicar para a TV e o rádio.

Para a ministra, Joelmir deixa aos futuros jornalistas o legado dos mestres e, à sua esposa, dois filhos e parentes um patrimônio moral e intelectual que ficará para sempre.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse, após cerimônia no Palácio do Planalto, que Joelmir Beting honrou o jornalismo e o debate econômico no Brasil e deve receber homenagens do país. “Era um jornalista com talento único, sempre teve uma linguagem muito criativa, muito dedicado a prestar uma informação de qualidade. Foi um jornalista que buscou facilitar o entendimento dos temas econômicos buscando sempre levar reflexões e muito envolvido com a agenda do Brasil.”

Nascido em Tambaú, no interior de São Paulo, em 1936, Joelmir Beting chegou a trabalhar como boia-fria e na juventude mudou-se para a capital paulista para estudar sociologia na Universidade de São Paulo (USP). Porém, fez carreira no jornalismo. Começou como repórter esportivo, em 1957, quando ainda era universitário. Na década de 60, passou para o jornalismo econômico, área em que ficou conhecido por traduzir o linguajar dos economistas para o público, simplificando a maneira de noticiar explicar o que acontecia na economia do país e do mundo. Em sua página pessoal na internet, Beting contou que chegou a ser chamado de “Chacrinha da Economia” por "acadêmicos enciumados", por ter popularizado as notícias de economia.

O jornalista passou pelos jornais Folha de S.Paulo, Estado de S. Paulo e pelas emissoras de televisão Globo, Record e Gazeta, além de diversas rádios. Desde 2004, era comentarista de economia na Rede Bandeirantes de Televisão.