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Empresária Nair Blair sai da prisão após Justiça conceder um alvará de soltura

Ela passou 18 dias presa em Manaus. Nair é apontada como participante de um esquema de compra de votos na eleição de 2014 na campanha de José Melo 21/01/2016 às 10:08
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Em 2014, a acusada foi presa pela Polícia Federal em uma reunião com pastores por suspeita de compra de votos
ACRITICA.COM Manaus

A Justiça Federal concedeu liberdade à empresária Nair Queiroz Blair, conhecida pelo envolvimento em um suposto esquema de compra de votos na eleição de 2014, durante a campanha do então candidato José Melo (Pros), atual governador do Amazonas. Nair foi solta ontem, quarta-feira (20).

O alvará de soltura foi concedido pelo desembargador Ney Belo, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), após aceitar o habeas corpus ingressado pelos advogados de defesa. Nair responde a um processo por desvio de verbas e falsidade ideológica, quando administrava a Organização Não Governamental (ONG) Angrhamazonica.

Nair ficou durante 18 dias no Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF), em Manaus. Ela havia sido presa no dia 2 de janeiro, quando desembarcou de um voo internacional no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense.

Compra de votos

Na denúncia de compra de votos na eleição de 2014 para campanha de José Melo, Nair é acusada de usar uma “empresa-fantasma”, a Agência Nacional de Segurança e Defesa (ANSD), para receber R$ 1 milhão do Governo do Amazonas e prestar supostos serviços de segurança durante os jogos da Copa do Mundo Fifa Brasil 2014, e usar o dinheiro para comprar votos de eleitores.

Em março de 2015, o programa Fantástico, da TV Globo, veiculou uma reportagem denunciando o caso de compra de votos, com base em recibos que foram atribuídos à contabilidade da campanha dele. Na ocasião, o governador respondeu às acusações dizendo que “qualquer pessoa poderia fazer aquilo (recibo). Nenhum dos recibos tem qualquer assinatura”, disse Melo.

A denúncia de compra de votos foi feita pela coligação “Renovação e Experiência”, do atual ministro de Minas e Energia e ex-governador do Amazonas Eduardo Braga (PMDB). Na denúncia, o irmão de José Melo, Evandro Melo, também é acusado de participar do esquema. Evandro foi quem coordenou a campanha de Melo nas eleições de 2014.

Pela denúncia de compra de votos, o governador José Melo e o vice dele, Henrique Oliveira, (SDD), respondem a um processo de cassação de mandato que está em trâmite no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). O processo foi adiado na segunda-feira (18) por ausência de dois desembargadores no plenário.